Mostrando postagens com marcador Rock. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock. Mostrar todas as postagens

É dia de rock, bebê!

Tive a alegria de crescer em uma casa onde se escutava rock todos os dias! Foi a trilha sonora da minha juventude! O Flamenco entrou na minha vida e me arrebatou, mas o rock sempre teve e terá um lugar mais do que especial no meu coração. Associo dezenas de músicas e bandas às pessoas mais importantes da minha vida, àqueles momentos que adoraria viver novamente, a viagens e sonhos. Impossível não ficar nostálgica hoje, 13 de julho! É dia de rock, bebê!








Em casa... (6)

E cá estamos, véspera de Samhain (no Hemisfério Norte) ou, para quem preferir, Halloween... Com o mês de novembro diante de nós, e ainda em casa. 


Quer dizer, há quem já tenha decretado o fim da pandemia por conta própria... mas as pessoas mais cautelosas seguem se cuidando e cuidando umas das outras. De março para cá, minhas saídas são somente para ir até a minha escola de dança e, no máximo, ver minha família, sempre num mega esquema, para diminuir ao máximo os riscos de contágio. Nada de café, nada de museu, nada de ensaios na OF, nada de espetáculos no Teatro, nada de viagens... (¿Hasta cuando?)

Jamais me passou pela cabeça que eu viveria um ano tão nonsense como este de 2020 (já não basta nossa política, que é um teste diário para os nervos). E estou certa de que este sentimento deve ser o mesmo de 99% das pessoas que conheço. Mas, embora a situação seja delicada para todos, cada um de nós a vivenciou de uma forma diferente.

Hoje, pouco mais de um mês após a morte da nossa tia, por Covid, vejo o quanto temos para falar, para nos expressar e para desabafar. A sensação é que este choque de realidade diário acabou não deixando espaço para mais nada. Sabe-se lá quando conseguiremos nos expressar novamente da forma com que estávamos acostumados. O fato é que ainda estamos vivendo esta espécie de pesadelo, sem uma data para terminar. Tempo de resiliência, de paciência e de adaptações (e quantas!). Mas, também, tempo de gratidão, por encontrarmos forças quando mais precisamos. Esta música PERFEITA gravada pelos suecos do The Hives tem uma frase que tem muito a ver com o momento: A war can't be avoided but it can be won...

Vai passar, ainda que não seja agora. Enquanto isso, seguimos com nossa nova rotina, ficando em casa, sentindo a vista piorar por causa de tantas horas em frente a aparelhos eletrônicos, reorganizando as relações de trabalho e as relações pessoas. E com muita saudade! De quem está aqui e não podemos ver como gostaríamos e de quem partiu, infelizmente!

Em casa....(5)

Em tempos de notícias difíceis de digerir, preocupação excessiva e um certo desânimo que às vezes insiste em nos rodear, uma leitura leve e que se molda em nossa cabeça como um filme é uma excelente pedida, não acham? 
Pois bem... há algumas semanas eu devorei em questão de 2 horas e meia "A Leica: uma novela fotográfica". Comecei e não conseguia mais parar. Quando acabou, rolou até uma certa resistência em voltar à realidade...

No flamenco temos uma expressão para algo que nos envolve de uma forma que não conseguimos mais soltar: te engancha. Foi exatamente assim que me senti ao ler este livro, o primeiro escrito por Nick El-moor.

Espero que seja o primeiro de vários outros, pois, a forma como o autor nos conduz nessa história é bem especial e temos a sensação de viajamos tanto no tempo - de volta ao início dos anos 1990 (como não amar?) e no espaço, algo que neste período faz um bem enorme! 

Como não quero dar spoiler da história, deixo aqui a sugestão da leitura e peço que me contem depois o que acharam.

O livro está disponível na Amazon, é só clicar aqui, e o preço é super acessível! 


Espero que gostem da dica! Para embalar a leitura, tem uma playlist preparada pelo próprio autor no Spotify. Super vale a pena acessar!

Deixo aqui uma música que fez parte da minha adolescência, época em que as bandas que estouraram nos anos 80 na Europa chegavam por aqui com algum delay. Elas vinham nas malas das pessoas que tinham a oportunidade de viajar e trazer álbuns e fitas cassetes importadas. O hit é de 1985, mas a lembrança que tenho é do meu pai escutando esta música por volta de 1991, enquanto levava suas filhas adolescentes para o colégio... Saudade da boa!! 


Em casa... (1)

Sabe-se lá quantos dias de isolamento social serão necessários para que a nossa vida recobre um mínimo da antiga rotina. Como sinto falta dessa rotina... claro que passados mais de 15 dias em molho em casa, a gente acaba descobrindo uma nova forma de organizar o tempo.

Inicialmente, a preocupação maior era manter a casa limpa. Confesso que faltou pouco para meu TOC voltar. A obsessão com a limpeza, o som da máquina de lavar roupa quase que intermitente, os inúmeros pedidos no supermercado. Até que um dia me dei conta de que temos papel higiênico para muito tempo, muito tempo mesmo... se, por um lado, senti certo alívio por não ter que me preocupar com itens básicos de higiene por algumas boas semanas, por outro, veio aquela tristeza e a pergunta: o que significa isso tudo? Será que nossa vida virou de perna pro ar definitivamente? 

Vocês se deram conta de que todos esses fatos são super recentes, mas a sensação que temos é de que estamos nesse vendaval há uma eternidade? 

Vi esta bandeirinha à venda neste site e amei. Acho que vou encomendar uma!

Não sei se são as preocupações diárias com saúde, com o bem-estar das pessoas que amamos, com as incertezas financeiras, com a tragédia que aguarda aqueles em situação menos favorecida, a nossa política bizarra... mas o fato é que os dias têm parecidos longos, as noites curtas e a sensação de cansaço se tornou uma constante. 

Semana passada me dei conta de que eu voltei da Espanha há tão pouco tempo, mas quase não me lembro dessa viagem, que foi linda, por sinal. Jamais me permiti desfrutar daquele pós-viagem, não tive coragem de ver as fotos, de relembrar os momentos... eu cheguei no dia 8 de março e me lembro que ao entrar no apartamento e ligar o computador para ver as notícias, tive um choque com o aumento súbito do número de casos de Covid-19 em um único dia. Eu pensava: mas eu estava ali há poucas horas e as coisas pareciam dentro da normalidade. Nada indicava que a semana que se iniciava seria tão triste, não somente para a Espanha, mas para muitos outros países. 

O fato é que a gente leva um tempo até perceber a gravidade do problema. Somente quando ele se aproxima muito, muito mesmo, a ficha parece cair. Foi assim quando começou essa crise, na China... muita gente duvidava que ela chegaria até o Brasil. E vejam só, o mundo agora está "unido" por um motivo bem triste: o combate ao novo coronavírus. 

Resolvi retomar os posts aqui no blog, após muitas idas e vindas nos últimos anos. A falta de tempo foi, sem dúvida, o principal motivo pelo qual eu deixei de escrever aqui. Nunca me preocupei se havia alguém lendo o que eu publicava. Este blog, como o próprio nome indica, nada mais é do que uma espécie de diário onde eu registro referências musicais, dicas de artistas e bandas para lembrar depois. Notei que já faz muito tempo desde que eu comecei a publicar aqui e, consequentemente, muitos links já estão quebrados. Uma pena, pois eu salvei aqui músicas que realmente marcaram algum momento da minha vida e adoraria ter esta espécie de diário sempre em mãos para que eu pudesse acessar e escutar. Mas não faz mal. Em tempos de Spotify e Deezer, a gente consegue escutar praticamente tudo com uma busca simples. 

Em todo caso, optei por recomeçar a postar aqui pelo simples motivo de que eu preciso de algumas rotinas que sejam diferentes de limpeza e trabalho (aliás, não está sendo fácil encontrar uma nova rotina para a OF agora com plataforma de ensino a distância, mas pouco a pouco a gente pega o ritmo... na esperança de que voltemos às aulas presenciais em breve!). Se pudermos passar por tudo isso com saúde, paciência, lucidez, dança e boa música, já teremos boas histórias para contar. Minha terapeuta provavelmente sentiria orgulho de mim lendo esta última frase... hahaha

Para encerrar este textão, aí vai uma música que ontem eu escutei repetidas vezes enquanto costurava máscaras de proteção. Sim, isso também foi algo que recentemente entrou na minha rotina... espero que por pouco tempo e que em breve eu volte a fazer bolsas, necessaires e outras coisinhas mais amenas!


Cage The Elephant e nota mental para terminar 2019

Percebi que nas minhas playlists de 2019, Cage The Elephant entrou em quase todas. Eles são demais!!! Aquele tipo de música que é contemporâneo, mas, ao mesmo tempo, nos remete ao som que eu ouvia quando minha maior preocupação era preparar resenhas de livros de sociologia e torcer pro meu carro não morrer quando eu tinha que fazer controle de embreagem saindo da UnB... hehehe

Apesar da saudade dessa época universitária, também me sinto muito feliz e muito grata pela vida de hoje, das pessoas com quem convivo e de tudo que conquistei! Aí vai uma notinha mental para aqueles momentos em que sentimos o passar dos anos e nos apavoramos um pouco...




E agora, vamos ao que interessa... música para alegrar dezembro!!!





La Granada de The Clash

Estou para escrever este post desde julho, mas a correria chegou a um ponto que eu simplesmente não consegui fazer mais da metade das coisas que planejei para este semestre.

Porém, como há alguns dias eu comentei sobre o movimento punk numa aula minha de cultura flamenca (acreditem, tinha tudo a ver naquele momento hahahaha!), eu estou com essa nostalgia que algumas pessoas sentem quando relembram ídolos, momentos e referências da juventude. Tá bem, minha adolescência foi bem depois do lançamento deste álbum, que deve ter sido o que eu mais ouvi em toda a minha vida. Porém, minha juventude foi marcada por bandas que meu pai escutava na época e, consequentemente, The Clash era uma delas.

The Clash embalou meus estudos, minhas paixões, as festas que eu frequentava até os vinte e poucos anos, meus trajetos de ônibus, de carro, as viagens, tudo.

Depois de um tempo, pouco a pouco, o rock foi dividindo espaço no meu coração com o flamenco. Duas paixões, porém, a segunda acabou virando também meu trabalho. Resultado: as bandas de rock que eu escuto ainda são as que eu ouvia antes, pois hoje em dia o tempo anda curto para me manter atualizada, como eu adorava fazer quando era mais nova. E a prioridade acaba sendo o flamenco, que muda numa velocidade vertiginosa.

Tudo isso para contar que em julho deste ano, numa viagem maravilhosa que fiz à Andalucía com meu esposo, após alguns anos sem viajarmos juntos para o sul da Espanha, incluímos Granada no roteiro e eu separei um dia para ir até à pequena praça inaugurada há alguns anos em homenagem ao vocalista da banda, Joe Strummer, por quem eu nutria uma paixão platônica quando eu era adolescente hehehe!

Pegamos ônibus, levamos mapa, andamos, subimos, descemos e lá longe, numa curvinha, eu avistei a "placeta" com seu nome. Cheguei lá e vi que ela, não apenas era minúscula e quase imperceptível a quem não tem ideia de sua existência, como também está meio detonada. 

A placa original, aparentemente, foi roubada e eles fizeram uma pintura com referência ao artista. 

Mesmo assim, me emocionei. E muito! Porque eu adoro Joe Strummer e lamentei demais quando ele faleceu. E também porque eu sei que os integrantes do The Clash adoravam a Espanha, especialmente Granada, e, por isso, sempre quis refazer um pouco seus passos naquela cidade tão incrível.

Dizem que uma vez perguntaram a Joe Strummer por que ele sentia essa atração pela cidade de Granada, e teria respondido que provavelmente, era porque ele era um romântico. Quer resposta mais flamenca do que esta?



Então, o post de hoje, após meses sem passar por aqui, vai em homenagem a eles. Porque já tinha um tempo que eu queria colocar uns clássicos da banda aqui e também porque encontrei esta matéria super bacana publicada pelo jornal El País e que refaz os passos do grupo por Granada. A matéria se chama La Granada de The Clash.

Abaixo, a fotinho da placeta, que eu fiz este ano, num momento de nostalgia pura, e que meu esposo não entendeu muito bem. hahahaha!


Agora, o disco mais escutado por mim na vida! Fiquei nostálgica de novo. Espero que o próximo post seja menos saudoso! 

Ai, a felicidade

"Sair da zona de conforto é uma decisão e é um custo sair da zona de conforto. [...] Mudar é muito difícil, não mudar é fatal."

(Leandro Karnal)


Por uma vida onde a gente não precise acreditar que, para ser feliz, uma pessoa precise provar que é bem sucedida financeira e profissionalmente. No fundo, a sociedade de consumo em que vivemos é artificial demais... coisa boa é conseguir distanciar-se um pouco desse desvario.



Vale super a pena assistir a este trecho de palestra do filósofo e historiador Leandro Karnal sobre "A vida que vale apena ser vivida em tempos líquidos".



Rock psicodélico para deixar rolar

Em tempos de muito pouco amor pelas redes sociais... coloca uma musiquinha e deixa rolar.



Se for rock psicodélico então, no mínimo, no mínimo, você vai desanuviar por algumas boas horas.

"De que maneira falas: como quem pontifica ou como quem edifica? Se falas como quem pontifica, prepara-te para as mais angustiosas decepções, porque todos os “pontífices”, com suas verdades definitivas, serão reduzidos a zero, mas, se falas como quem edifica, ajudas a ti mesmo e ao próximo, porque desenvolves a tua Natureza Divina e estimulas a Natureza Divina em quem te ouve." (Luiz Antônio Millecco ~ O Canto da Vida, ditado pelo espírito Delfos)





Bowie, Degrasse Tyson e os vencedores

Hoje acordamos com a triste notícia de que David Bowie, o camaleão que muitos de nós crescemos escutando e talvez jamais imaginássemos que este dia fosse chegar, já não está mais aqui.

Vários portais de notícia publicaram a informação dizendo que o cantor perdeu a batalha contra o câncer. Ora, eu fico muito triste quando leio essas manchetes, afinal de contas, qualquer pessoa que enfrentou esta doença de cabeça erguida já é por si um vencedor, independente de ter sobrevivido ou não.

Não é preciso ser um gênio para lembrar que a morte um dia vai chegar para todos, e nem por isso as pessoas terão fracassado na luta pela vida.

Por que as pessoas dizem que alguém "perdeu a batalha para o câncer", mas não usam a mesma expressão quando se morre de tantas outras doenças diariamente? Quantas vezes lemos em algum jornal que uma pessoa perdeu a luta para o ebola, para o diabetes, para alguma cardiopatia, e por aí vai?

Eu, particularmente, acho isso uma injustiça. Afinal de contas, quem lida com o diagnóstico de  um câncer, bem como seu tratamento, já é por si só uma pessoa merecedora de todos os títulos de coragem e bravura.



Aliás, deveríamos parar de pensar que morrer é perder uma luta. Morrer é parte do ciclo natural da vida, quer a gente goste ou não. Desejar estar aqui para sempre é que é estranho.

Claro que independente da gente reconhecer este fato, é ruim ter que dizer adeus a quem amamos. E é assustador pensar em algo que não sabemos como será, ou seja, o grande mistério que envolve a pergunta: o que acontece depois daqui?

Porém, acredito plenamente que nossa história não encerra com nossa partida. E acredito, realmente, que seguimos uma trajetória, seja retornando a este plano ou não, sempre em direção a algo. Em minha opinião, vamos nos tornando seres melhores. Mas como não temos provas concretas sobre o que ocorre, o assunto também me angustia e por isso evito pensar nele.

O post foi apenas para lamentar a ausência de Bowie e dizer que achei super legal ver tanta homenagem a ele hoje cedo. Até Banksy publicou em seu mural no Facebook a foto de um antigo grafite inspirado em uma das capas de discos mais famosas do rock britânico.


Para encerrar, gostaria de compartilhar novamente este trecho super inspirador de uma entrevista com o astrofísico americano Neil Degrasse Tyson. Vale a pena assistir ao vídeo.

"O conhecimento de que vou morrer é que cria o foco que eu trago estando vivo. A urgência de realização, a necessidade de expressar amor, agora! E não depois. Se você vive para sempre por que sequer sair da cama pela manhã porque você sempre terá o amanhã?"
~ Neil Degrasse Tyson


Qualquer caminho leva a toda parte



QUALQUER CAMINHO LEVA A TODA PARTE
[ Fernando Pessoa ]

Qualquer caminho leva a toda parte.
Qualquer ponto é o centro do infinito.
E por isso, qualquer que seja a arte
De ir ou ficar, do nosso corpo ou ‘spr’rito,
Tudo é ‘stático e morto. Só a ilusão
Tem passado e futuro, e nela erramos.
Não há ‘strada senão na sensação
É só através de nós que caminhamos.

Tenhamos p’ra nós mesmos a verdade
De aceitar a ilusão como real
Sem dar crédito à sua realidade.
E, eternos viajantes, sem ideal
Salvo nunca parar, dentro de nós,
Consigamos a viagem sempre nada
Outros eternamente, e sempre sós;
Nossa própria viagem é viajante e ‘strada.

Que importa que a verdade da nossa alma
Seja ainda mentira, e nada seja
A sensação, e essa certeza calma
De nada haver, em nós ou fora, seja
Seja inutilmente a nossa consciência?
Faça-se a absurda viagem sem razão,
Porque a única verdade é a consciência
E a consciência é ainda uma ilusão.

E se há nisto um segredo e uma verdade
Os deuses ou destinos que a demonstrem
Do outro lado da realidade,
Ou nunca a mostrem, se nada há que mostrem
O caminho é de âmbito maior
Que a aparência visível do que está fora,
Excede de todos nós o exterior
Não pára como as cousas, nem tem hora.

Ciência? Consciência? Pó que a ‘strada deixa
E é a própria ‘strada, sem ‘strada ser.
É absurda a oração, é absurda a queixa.
Resignar(- se) é tão falso como ter.
Coexistir? Com quem, se estamos sós?
Quem sabe? Sabe o que é ou quem são?
Quantos cabemos dentro de nós?
Ir é ser. Não parar é ter razão.

11-10-1919

******

Talvez esta música já tenha passado por aqui, mas hoje a escutei e um turbilhão de coisas me vieram à mente. Não sei se pela música ou pelo que eu estava fazendo no momento.


Rock, boatos e notícias desastradas


Faltando praticamente uma semana para o espetáculo da OF e a veia sociológica volta a pulsar com força enquanto observo com estarrecimento o surto coletivo que estamos vendo nos últimos dias nas redes sociais em virtude dos recentes acontecimentos. 

Qual a responsabilidade dos meios de comunicação na disseminação de tanto amargor? É muita responsabilidade. Pensem na quantidade de besteira sendo difundida e em como as pessoas que não se dão ao trabalho de pesquisar ou confirmar os boatos, no fim das contas, contribuem também para replicar desinformação.

Uma boa forma de evitar cair em certos contos do vigário é investir alguns minutos confirmando as notícias que lemos ou, ao menos, acessando diferentes portais de informação para observarmos os distintos tons que são dados na hora de divulgar os mais diversos acontecimentos.

“A mídia não cobre mais os acontecimentos. Ela gera versões e tenta transformá-las em verdade”, Laymert Garcia dos Santos (sociólogo)


Apenas acrescentando que, além de jornalistas sensacionalistas e medíocres, vários sites ainda ajudam a piorar as coisas ao compartilharem boatos e coisas afins que em nada ajudam o planeta. Pelo contrário, apenas aumentam o medo, o ódio e a intolerância.

Por falar em "notícias" atrapalhadas, aí vai um pouco de The Go Getters para embalar a leitura desta pequena matéria publicada pelo site boatos.org. Dá para termos uma ideia do grau de desinformação que vem sendo propagada mundo afora!!!

 

Recordando a Triana

Em julho de 2014, após me dar de presente uma viagem de curta duração à Sevilla, onde tive a oportunidade de rever pessoas queridas, fazer aula com a fofíssima Leonor Leal e comprar muitos livros e discos de flamenco, voltei pra casa com mais um regalito: um álbum gravado em homenagem ao lendário grupo Triana, um dos precursores do rock andaluz e que fez muito sucesso nos anos 1970 e início dos anos 80.

Coração feliz na Alameda de Hércules...
Saudade define... 

Infelizmente, o grupo, que bebia de diversas fontes, entre elas, o flamenco, a poesia e o rock progressivo da época, teve sua trajetória bruscamente interrompida após a morte trágica de Jesús de la Rosa, seu cantor, tecladista e autor de grande parte do repertório do Triana, que não sobreviveu aos graves ferimentos provocados por um acidente de carro em outubro de 1983.

Desde que vou a Sevilla, escuto falar de Triana - não o bairro, o grupo. Mas nunca tive curiosidade de escutar, pois, embora soubesse que algumas das letras cantadas por Manuel Molina haviam sido escritas em parceria com Jesús de la Rosa, o rock progressivo não me empolga muito.



Capa do disco que eu trouxe em 2014, inspirada
na capa do álbum de lançamento da banda, nos anos 70

Porém, esta semana resolvi finalmente abrir o lindo CD gravado em homenagem ao grupo, que trouxe de Sevilla ano passado. Coloquei no som do carro, para ir ouvindo em doses homeopáticas.

Por fim, não apenas escutei o disco inteiro todos os dias, de segunda a sexta, como já tenho minhas músicas favoritas do coração. O que é a cantaora Argentina interpretando Abre la Puerta????

Yo quise subir al cielo para ver
y bajar hasta el infierno
para comprender
qué motivo es
que nos impide ver
dentro de tí
dentro de mí.
Abre la puerta, niña
que el día va a comenzar
se marchan todos los sueños
qué pena da despertar.
Por la mañana amanece
la vida y una ilusión
deseos que se retuercen
muy dentro del corazón.
Soñaba que te quería
soñaba que era verdad
que los luceros tenían
misterio para soñar.
Hay una fuente niña
que la llaman del amor
donde bailan los luceros
y la luna con el sol.
Abre la puerta niña
y dale paso al amor
mira que destello tiene
esa nube con el sol.
Por la mañana amanece
la vida y una ilsuión
deseos que se retuercen
muy dentro del corazón.
Hay una fuente niña
que la llaman del amor
donde bailan los luceros
y la luna con el sol.
Abre la puerta, niña
que el día va a comenzar
se marchan todos los sueños
que pena da despertar.
Hay una fuente niña
que la llaman del amor
donde bailan los luceros
y la luna con el sol.





Foi bom ter começado a escutar Triana a partir da homenagem feita por alguns artistas. As gravações atuais são muito bonitas e a qualidade do áudio excelente. Diferente dos álbuns originais. Talvez eu não tivesse me apaixonado tanto pelo grupo se tivesse começado pelas gravações dos anos 70, pois elas lembram muito algumas bandas que meu pai ouvida quando eu era criança e que eu não curtia muito hahahaha! Rock progressivo era, na minha infância, sinônimo de horas de solo de guitarra e bateria durante nossas viagens de carro para o Rio de Janeiro. Além do mais, eu guardo uma certa nostalgia dessa época e sempre acho que nunca nenhum outro grupo irá superar os solos de Pink Floyd, Iron Butterfly, entre outros.

Mas Triana roubou meu coração, assim como o bairro, assim como Sevilla. Cada vez amo mais essa cidade e tudo que diz respeito a ela. E este grupo simplesmente consegue nos transportar no tempo e no espaço. É fantástico imaginar como tudo devia ser incrivelmente apaixonante para os andaluzes no momento em que este trio unia o rock progressivo ao flamenco, interpretando letras maravilhosas, que são pura poesia.



Confesso que passei a semana numa vibe meio estranha. Fiquei meio fixada com o grupo, li tudo sobre a banda, sobre o cantor que faleceu tão precocemente... Deu até tristeza pensar em como o destino é capaz de interromper projetos tão criativos, bonitos e originais como foi esta banda. Mas o legado ficou e isso nos torna pessoas de sorte, pois mesmo passado tanto tempo podemos escutá-los e escutar as lindas regravações de seu trabalho.



Vida longa ao rock andaluz!

Para saber mais sobre Triana, sugiro os seguintes links:

Jesús de la Rosa, el poeta de la calle Feria... 

Triana, una historia

Escucha dos temas inéditos de Triana en exclusiva

El patio, ¿de Triana?

Recordando a Triana

INXS... ou... dia de sentir saudades

Dia de sentir saudades.



Me lembro do dia e da hora exata em que escutei INXS pela primeira vez. Voltávamos de um almoço de família, domingo final da tarde, por do sol  p e r f e i t o  e eu contando os minutos para chegar em casa e poder encontrar alguém por quem era apaixonada. Hoje, saindo do casamento lindo de uma amiga muito querida, tive a oportunidade de ver um por do sol fantástico enquanto seguia para um outro compromisso. Cansada pacas. Quase dormindo em pé. Aliás, em pé desde as 3 da manhã. Mas ver aquele laranja rosado no céu, por incrível que pareça, me fez voltar nesse dia em que me encantei com Need You Tonight e fiquei louca com essa banda. Creio que a nostalgia de hoje foi por lembrar desses almoços em família incríveis, com todos vivos e cheios de alegria. Teria adorado rever alguns sorrisos hoje.... Talvez não tenha sido o por do sol maravilhoso, tampouco casamento lindo. O peito apertou porque esta semana recebi uma mensagem da Lauris dizendo que havia pensado muito na Cris e eu fiquei com isso na cabeça. Somos tão parecidas, que quando vejo alguma foto minha, não tem como não lembrar dela... e nos últimos dias, com tudo que aconteceu na escola, eu me lembrei demais das conversas que tínhamos sobre empreendedorismo, coragem e determinação. Enfim. Dia de sentir saudades.

Achar
a porta que esqueceram de fechar.
O beco com saída.
A porta sem chave.
A vida.
Paulo Leminski



Um fim de tarde, um tapete e a nossa faxina interior...

Vamos lá... como explicar este post.

Ontem, voltando pra casa após passar o dia inteiro na OF, fiquei encantada com a maravilha daquele sol se pondo. Como faço algumas vezes, encostei o carro na Praça do Cruzeiro para fazer uma foto e apreciar este espetáculo da natureza.

Acho que o rádio estava sintonizado na Cultura FM. Tocavam alguns clássicos dos anos 80. A seleção estava perfeita.

Devo ter escutado Public Image Limited, pois fiquei com eles na cabeça o resto da noite. Esta música é a minha favorita e daí fiquei me perguntando se eu já havia publicado este vídeo aqui entre os registros.



O clipe em si não tem nada de mais, exceto pelo início, que é genial, quando a mulher marca o tempo da música enquanto bate no tapete. :) Essa ideia de bater o tapete para tirar a sujeira me fez lembrar de um texto que eu havia lido há algum tempo, sobre a necessidade de fazermos algum tipo de faxina interior de vez em quando, pois essas sujeirinhas que vamos empurrando para debaixo do tapete mental não fazem nada bem à nossa alma. Por isso, compartilho também o texto.


A "Faxina" Interior – Ana Lucia Aluotto

Para nossa casa ficar arrumada e linda, não adianta empurrar a poeira pra debaixo do tapete e nem entulhar as gavetas pra esconder a bagunça. Quando queremos fazer uma boa faxina esvaziamos os armários, jogamos fora tudo o que não nos serve, tiramos o pó e aos poucos vamos recolocando as coisas no lugar, uma dessas faxinas não é possível fazer em poucos minutos, levamos algum tempo pra conseguir organizar tudo.

E com a gente, porque fingimos que não precisamos dessa “faxina” interna, evitamos falar de algo que nos machuca, relutamos em jogar fora aquilo que não nos serve mais, ou pior nos fere, pesa em nossos ombros, não nos acrescenta nada de bom. Muitas vezes esses “entulhos” de nossa vida nem são nossos.

É dolorido, não é algo fácil, mas é preciso fazer essa limpeza interna, abrir todas as gavetas, colocar pra fora, tudo que nos sufoca, nos tira o brilho e emperra nossa vida. Quando entramos em contato com nosso interior descobrimos coisas bem ruins, e só tendo contato com essas “tranqueiras” é que percebemos o quanto elas ocupam espaço dentro de nós, o quanto são pesadas. Em alguns, casos olhamos e pensamos: “Porque estou guardando mesmo isso!” e é nesse momento que começamos a nos livrar, nos libertar de tudo o que não nos serve mais.

E não existe melhor sensação do que a de liberdade, a leveza e o desapego de tudo aquilo que nos trava. Quando uma “faxina” interior é feita além de nos libertar do ruim também nos traz a grata surpresa de encontrar tudo o que de mais belo e brilhante existe dentro de nós e esse reencontro é ainda mais gratificante.

E somente conseguiremos colocar coisas boas em nossas vidas se nos livrarmos de tudo que não nos serve e ocupa um espaço precioso dentro de nós. Quando fazemos essa arrumação em nosso interior é que nosso exterior se torna ainda mais belo, afinal refletimos o que está dentro de nós.

Só há um detalhe nisso tudo. Não é o tipo de serviço que possa ser terceirizado. Ninguém pode fazer isso por nós. É uma responsabilidade e acima de tudo uma atitude de nobreza e determinação que temos de ter conosco. Essa é limpeza mais importante e fique tranquilo… Não existe um período mínimo pra se fazer. Contudo, quanto mais fazemos mais aprendemos a não “sujar” e não deixar que outros deliberadamente sujem nossa moradia interna. Uma coisa é certa, para o bem e para o mal. A cada limpeza feita nos conhecemos ainda melhor, e esse é o grande segredo para a felicidade.

Fonte: http://elleventreinamentos.com.br/a-faxina-interior-ana-lucia-aluotto/

Pérolas do Songpop

Musiquinhas que fizeram meu final de semana muito mais feliz. As playlists de punk rock dos anos 70 e dos Ramones no songpop são simplesmente divertidíssimas!



 







Tempo, Mick Harvey e Quintana

Em época de reflexões e balanços de final de ano, aí vai uma frase clássica do Quintana que é sempre apropriada quando pensamos sobre a nossa vida, nosso tempo ou a falta dele...


Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça...
~ Mario Quintana

Aproveito para guardar essa versão para Out of time man, interpretada por Mick Harvey! Só conhecia duas outras versões da época do Mano Negra. E adoro todas!

Led Zeppelin para desanuviar

Já que não dá para fugir por alguns dias, que pelo menos uma pequena pausa traga as energias de volta.

"A felicidade é composta de pequenos prazeres."
Charles Baudelaire



 





Eleições e liberdade...

Para embalar o debate eleitoral mais massante dos últimos tempos...



“A liberdade de eleições permite que você escolha o molho com o qual será devorado.”
— Eduardo Galeano

 


Outubro lindo, Violent Femmes e Sêneca

Yeeeeeeei, outubro chegou! 
Vai ser lindo e ponto final.



Será a ruína do espírito andarmos ansiosos pelo futuro, desgraçados antes da desgraça, sempre na angústia de não saber se tudo o que nos dá satisfação nos acompanhará até ao último dia; assim, nunca conseguiremos repouso e, na expectativa do que há-de vir, deixaremos de aproveitar o presente. (Sêneca, in 'Cartas a Lucílio')







Palavra de ordem: amor | Playlist parte 1

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida...
~ Cazuza

A ideia da playlist começou durante uma conversa com uma querida aluna. Ela vai entender o motivo rsrsrsrs.


 Palavra de ordem: amor | Playlist parte 1 - musiquinhas em inglês 

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails