Blog pessoal para registros de músicas, artistas e clipes que merecem ser compartilhados...
É dia de rock, bebê!
Em casa... (6)
E cá estamos, véspera de Samhain (no Hemisfério Norte) ou, para quem preferir, Halloween... Com o mês de novembro diante de nós, e ainda em casa.
Quer dizer, há quem já tenha decretado o fim da pandemia por conta própria... mas as pessoas mais cautelosas seguem se cuidando e cuidando umas das outras. De março para cá, minhas saídas são somente para ir até a minha escola de dança e, no máximo, ver minha família, sempre num mega esquema, para diminuir ao máximo os riscos de contágio. Nada de café, nada de museu, nada de ensaios na OF, nada de espetáculos no Teatro, nada de viagens... (¿Hasta cuando?)
Jamais me passou pela cabeça que eu viveria um ano tão nonsense como este de 2020 (já não basta nossa política, que é um teste diário para os nervos). E estou certa de que este sentimento deve ser o mesmo de 99% das pessoas que conheço. Mas, embora a situação seja delicada para todos, cada um de nós a vivenciou de uma forma diferente.
Hoje, pouco mais de um mês após a morte da nossa tia, por Covid, vejo o quanto temos para falar, para nos expressar e para desabafar. A sensação é que este choque de realidade diário acabou não deixando espaço para mais nada. Sabe-se lá quando conseguiremos nos expressar novamente da forma com que estávamos acostumados. O fato é que ainda estamos vivendo esta espécie de pesadelo, sem uma data para terminar. Tempo de resiliência, de paciência e de adaptações (e quantas!). Mas, também, tempo de gratidão, por encontrarmos forças quando mais precisamos. Esta música PERFEITA gravada pelos suecos do The Hives tem uma frase que tem muito a ver com o momento: A war can't be avoided but it can be won...
Vai passar, ainda que não seja agora. Enquanto isso, seguimos com nossa nova rotina, ficando em casa, sentindo a vista piorar por causa de tantas horas em frente a aparelhos eletrônicos, reorganizando as relações de trabalho e as relações pessoas. E com muita saudade! De quem está aqui e não podemos ver como gostaríamos e de quem partiu, infelizmente!
Em casa....(5)
Em casa... (1)
Inicialmente, a preocupação maior era manter a casa limpa. Confesso que faltou pouco para meu TOC voltar. A obsessão com a limpeza, o som da máquina de lavar roupa quase que intermitente, os inúmeros pedidos no supermercado. Até que um dia me dei conta de que temos papel higiênico para muito tempo, muito tempo mesmo... se, por um lado, senti certo alívio por não ter que me preocupar com itens básicos de higiene por algumas boas semanas, por outro, veio aquela tristeza e a pergunta: o que significa isso tudo? Será que nossa vida virou de perna pro ar definitivamente?
![]() |
| Vi esta bandeirinha à venda neste site e amei. Acho que vou encomendar uma! |
Cage The Elephant e nota mental para terminar 2019
E agora, vamos ao que interessa... música para alegrar dezembro!!!
La Granada de The Clash
Ai, a felicidade
Rock psicodélico para deixar rolar
Se for rock psicodélico então, no mínimo, no mínimo, você vai desanuviar por algumas boas horas.
Bowie, Degrasse Tyson e os vencedores
Não é preciso ser um gênio para lembrar que a morte um dia vai chegar para todos, e nem por isso as pessoas terão fracassado na luta pela vida.
Qualquer caminho leva a toda parte
QUALQUER CAMINHO LEVA A TODA PARTE
[ Fernando Pessoa ]
Qualquer caminho leva a toda parte.
Qualquer ponto é o centro do infinito.
E por isso, qualquer que seja a arte
De ir ou ficar, do nosso corpo ou ‘spr’rito,
Tudo é ‘stático e morto. Só a ilusão
Tem passado e futuro, e nela erramos.
Não há ‘strada senão na sensação
É só através de nós que caminhamos.
Tenhamos p’ra nós mesmos a verdade
De aceitar a ilusão como real
Sem dar crédito à sua realidade.
E, eternos viajantes, sem ideal
Salvo nunca parar, dentro de nós,
Consigamos a viagem sempre nada
Outros eternamente, e sempre sós;
Nossa própria viagem é viajante e ‘strada.
Que importa que a verdade da nossa alma
Seja ainda mentira, e nada seja
A sensação, e essa certeza calma
De nada haver, em nós ou fora, seja
Seja inutilmente a nossa consciência?
Faça-se a absurda viagem sem razão,
Porque a única verdade é a consciência
E a consciência é ainda uma ilusão.
E se há nisto um segredo e uma verdade
Os deuses ou destinos que a demonstrem
Do outro lado da realidade,
Ou nunca a mostrem, se nada há que mostrem
O caminho é de âmbito maior
Que a aparência visível do que está fora,
Excede de todos nós o exterior
Não pára como as cousas, nem tem hora.
Ciência? Consciência? Pó que a ‘strada deixa
E é a própria ‘strada, sem ‘strada ser.
É absurda a oração, é absurda a queixa.
Resignar(- se) é tão falso como ter.
Coexistir? Com quem, se estamos sós?
Quem sabe? Sabe o que é ou quem são?
Quantos cabemos dentro de nós?
Ir é ser. Não parar é ter razão.
11-10-1919
Rock, boatos e notícias desastradas
Recordando a Triana
![]() |
| Coração feliz na Alameda de Hércules... Saudade define... |
Infelizmente, o grupo, que bebia de diversas fontes, entre elas, o flamenco, a poesia e o rock progressivo da época, teve sua trajetória bruscamente interrompida após a morte trágica de Jesús de la Rosa, seu cantor, tecladista e autor de grande parte do repertório do Triana, que não sobreviveu aos graves ferimentos provocados por um acidente de carro em outubro de 1983.
Desde que vou a Sevilla, escuto falar de Triana - não o bairro, o grupo. Mas nunca tive curiosidade de escutar, pois, embora soubesse que algumas das letras cantadas por Manuel Molina haviam sido escritas em parceria com Jesús de la Rosa, o rock progressivo não me empolga muito.
Yo quise subir al cielo para ver
y bajar hasta el infierno
para comprender
qué motivo es
que nos impide ver
dentro de tí
dentro de mí.
Abre la puerta, niña
que el día va a comenzar
se marchan todos los sueños
qué pena da despertar.
Por la mañana amanece
la vida y una ilusión
deseos que se retuercen
muy dentro del corazón.
Soñaba que te quería
soñaba que era verdad
que los luceros tenían
misterio para soñar.
Hay una fuente niña
que la llaman del amor
donde bailan los luceros
y la luna con el sol.
Abre la puerta niña
y dale paso al amor
mira que destello tiene
esa nube con el sol.
Por la mañana amanece
la vida y una ilsuión
deseos que se retuercen
muy dentro del corazón.
Hay una fuente niña
que la llaman del amor
donde bailan los luceros
y la luna con el sol.
Abre la puerta, niña
que el día va a comenzar
se marchan todos los sueños
que pena da despertar.
Hay una fuente niña
que la llaman del amor
donde bailan los luceros
y la luna con el sol.
Confesso que passei a semana numa vibe meio estranha. Fiquei meio fixada com o grupo, li tudo sobre a banda, sobre o cantor que faleceu tão precocemente... Deu até tristeza pensar em como o destino é capaz de interromper projetos tão criativos, bonitos e originais como foi esta banda. Mas o legado ficou e isso nos torna pessoas de sorte, pois mesmo passado tanto tempo podemos escutá-los e escutar as lindas regravações de seu trabalho.
Vida longa ao rock andaluz!
Para saber mais sobre Triana, sugiro os seguintes links:
Jesús de la Rosa, el poeta de la calle Feria...
Triana, una historia
Escucha dos temas inéditos de Triana en exclusiva
El patio, ¿de Triana?
Recordando a Triana
INXS... ou... dia de sentir saudades
Um fim de tarde, um tapete e a nossa faxina interior...
Pérolas do Songpop
Tempo, Mick Harvey e Quintana
Led Zeppelin para desanuviar
Eleições e liberdade...
Outubro lindo, Violent Femmes e Sêneca
Palavra de ordem: amor | Playlist parte 1
~ Cazuza






















