Apaixonada por este tema há anos, cada vez sinto mais necessidade de parar de vez em quando para ler alguma publicação sobre a Andalucía do século 19. Não me canso de olhar e estudar as pinturas costumbristas e pensar o que passava pela cabeça das pessoas que ali chegavam após viajar dias e dias para desembarcarem numa região tão fascinante!
Vendedoras de rosquillas en un rincón de Sevilla (Wssel de Guimbarda)
Esta semana comecei a ler este livro, online. É muito interessante! Cronica de la Provincia de Sevilla foi escrito em 1869 por Don José Bisso. Basta clicar no link que você cairá no site da Biblioteca Virtual Andalucía.
Ah, e se quiserem viajar um pouco mais, que tal darem uma lida nesta matéria que fala um pouco sobre a Sevilla costumbrista? Deixo sugestão de música para acompanhar a leitura!
Frase tirada do clássico de Alexandre Dumas, “Os Três Mosqueteiros”, minha nova série do coração, que está disponível na Netflix e é uma delícia de assistir!
Mas, a frase serve também para as pequenas e pequenos empresários neste país. Somos, na minha opinião, todos guerreiros. Como é difícil às vezes lidar com tanta instabilidade, insegurança e baixaria (sim, elas existem, e com muito mais frequência do que muitos podem supor, inclusive vindo de altos escalões de imobiliárias milionárias da cidade)!
Episódios recentes têm nos levado a questionar várias coisas a respeito dos caminhos que traçamos para nossas vidas. Jamais em tom de arrependimento, mas sim, buscando serenidade para tomar decisões importantes e, de preferência, certeiras.
Ainda bem que a experiência de 18 anos de OF nos ensinou que, por mais cansativo que seja ser dono do próprio nariz.... ops, negócio... vale muito a pena quando fazemos aquilo que mais amamos. Que assim seja por muito tempo ainda!
Encontrei esse link super legal, com 107 frases budistas inspiradoras. São reflexões que merecem ser lidas e relidas sempre. E, na medida do possível, colocadas em prática, creio eu. Sei que nem sempre e fácil, mas vale a pena fazer desse desafio uma prática cotidiana.
O post é apenas para registrar o link, já entre os meus favoritos, e destacar essa, que hoje parece estar em consonância com o momento político (triste, por sinal) que estamos vivenciando.
As pessoas não existem em função da religião. É a religião que existe em função das pessoas. Mesmo na política não é o povo que existe em função dos políticos. São os políticos que existem em função do povo. No ensino, os professores existem em função dos alunos. Os médicos existem, acima de tudo, em função dos pacientes. Também a existência dos advogados, cientistas, jornalistas, tudo se resume em função do povo. Entretanto, na maioria das vezes, essa posição está invertida. Utilizam-se do povo para os seus próprios interesses e satisfações. Aqueles que exploram a religião para seus próprios fins egoístas oprimem e denigrem as pessoas. Eles tiram impiedosamente vantagens dos outros, apossando-se do que podem e então, cruelmente, deixam as pessoas de lado quando não tem mais nada a oferecer. Da mesma forma, aqueles que exploram o mundo da política para o seu próprio fim compartilham do mesmo desprezo pelas pessoas. Os senhores não devem ser enganados por esse tipo de pessoa. As pessoas não existem para beneficiarem os líderes. O que deve ocorrer é justamente o oposto. Os líderes, inclusive políticos e clérigos existem para beneficiar as pessoas. Os professores por sua vez, existem para o bem dos estudantes. Entretanto, muitos dos que se encontram em posições de liderança comportam-se arrogantemente, denigrem as pessoas.
(Daisaku Ikeda).
E para aproveitar, compartilhar esta música linda de viver que escutava sempre há alguns anos e que, curiosamente, escutei de forma inesperada dia desses, deixando-me mais nostálgica do que meu ascendente faz com que eu me sinta diariamente. Como a música já deve ser de conhecimento de muitos, pois foi trilha do filme "Furyo, em Nome da Honra" há muito tempo atrás, deixo aqui outra versão, igualmente linda!
Hoje é o dia internacional do Jazz. Confesso que este está longe de ser o estilo musical que mais costumo ouvir, mas quando encontro fusões como esta meu coração palpita!
Descrição do vídeo no youtube (como não se encantar?)
En España, en los años 60, se comenzó a experimentar con la mezcla entre jazz y flamenco de la mano de Pedro Iturralde. Un saxofonista de jazz que se familiarizó con el flamenco escuchando en la radio al guitarrista pamplonés Sabicas. Lo que empezó como una primera experimentación, terminó por concretarse años depués en Berlín, cuando Joachim E. Berendt convocó a Pedro Iturralde junco con un jovencísimo Paco de Lucía grabando en julio de 1967 el disco Jazz Flamenco, en el que por primera vez aparece esta fusión en España.
Aproveitei a tarde de sábado para ler, descansar e ouvir música. Semana que vem começam os ensaios e a correria toma conta até final de junho. Embora seja uma época cansativa, esta é das que mais adoro ao longo do ano: estar no trabalho dos sonhos de segunda a segunda é um privilégio e, por isso, agradeço todos os dias! Além disso, Brasília fica linda, ou melhor, maravilhosa! As chuvas cessam, as noites de céu azul são perfeitas, tudo é um encanto.
Em tempos de tensão na nossa política, nervos à flor da pele e gente perdendo a calma, um pouco de natureza, ar puro e fones de ouvido com música boa sintonizada fazem um bem danado!
Que o mês de maio traga coisas boas e motivos para celebrar! Ou que, ao menos, a música reaproxime aqueles que se gostam, mas que estão deixando certas diferenças gritarem (bem) mais alto.
Como bem escreveu o mexicano Octavio Paz, "a vida é pluralidade".
Na primeira vez em que estive aqui, não me identifiquei muito com o ritmo dessa cidade.
Na segunda, embora sempre tenha achado Paris linda de viver, continuei achando as pessoas pouco acolhedoras.
Já na terceira vez em que visitei a capital das luzes com minha irmã, um verdadeiro afeto por Paris e seus arrondissements começou a crescer dentro de mim. ♡
Porém, foi justo agora que, contrariando todas as minhas expectativas, Paris conquistou um lugar definitivo no meu coração.
Gratidão enorme por mais essa oportunidade, por todos os momentos incríveis que passamos esses dias todos, pelas pessoas gentis com quem estivemos e por todos que, de alguma forma, me ajudaram a estar aqui.
Saudades de casa! Contando as horas para chegar e ver todo mundo. Mas também desejando muito perder-me por Paris muitas e muitas outras vezes. Se Deus quiser, em breve!
E nenhum rosto é tão surrealista quanto o rosto verdadeiro de uma cidade. ~ Walter Benjamin
Aproveito para compartilhar este link super legal que conta um pouco sobre como era a cidade no início do século XX. Uma época pela qual eu tenho enorme fascínio!
Despretensiosamente, deixo aqui uma brevíssima reflexão sobre a vida em sociedade.
As pessoas tem sérios problemas para expressar suas opiniões.
As pessoas desejam a paz, mas destilam ódio e preconceito por meio de suas palavras e atitudes.
Colocar-se no lugar do outro parece ser algo que o ser humano desaprendeu.
Ao que tudo indica, quanto maior o medo, inversamente proporcional é a razão.
O mesmo vale para o bom senso. Este "filtro" parece ter sido desativado por boa parte das pessoas.
A imprensa elege quais sofrimentos são merecedores de cobertura em tempo real, embora todos eles sejam trágicos e lamentáveis.
A violência gera sim mais violência.
Parte considerável das mazelas do mundo é resultante de atitudes políticas desastrosas de longuíssima data, além de ciclos intermináveis de sofrimento e ódio que se retroalimentam por vias distintas, entre elas, fissuras sociais, jogos de poder, disputas geopolíticas etc.
Mas ainda assim parece ser mais cômodo acreditar que a "barbárie" existe graças às diferenças religiosas. Estranho vivermos em um mundo tão complexo cercados por gente com um pensamento muitas vezes tão linear, não?
Esta música, aqui interpretada pela talentosa Montse Cortés acompanhada por Javier Limón, é uma famosa música (Bint Al Shalabia para uns, Kamtar zan shane para outros) já gravada por dezenas de artistas (seja apenas instrumental, cantada em árabe ou em outro idioma). É, digamos, um clássico da música oriental.
A escolhi porque, além de linda, é leve, tem um quê de feminina e achei que combinaria bem para abrir o mês de outubro, conhecido pela importante campanha de combate ao câncer de mama, e também para aproveitar o pretexto do título e passar a receita de um bolo tipicamente libanês que eu preparei para um encontro que tivemos na minha escola de dança semana passada e que agradou a muita gente!
Fiquei especialmente feliz porque o Sfouf (nome do bolo, em árabe), além de remeter às minhas origens, pode ser veganizado - assim como na receita que eu costumo preparar. Basta trocar o leite de vaca por qualquer outro leite vegetal. Eu já testei com leite de soja, de aveia, de arroz e de amêndoas. Sempre dá certo, embora o preparo com leite de soja exige que o bolo fique beeeeem assado para evitar que ele azede antes do tempo. Vide passo a passo ao final do post.
Sobre a música, uma última informação. Ela faz parte do álbum Mujeres de Agua, produzido pelo próprio Javier Limón e é um tributo lindo de viver às mulheres iranianas que são proibidas de cantar em público e gravar discos. Mas tenho certeza de que um dia isso tudo muda! As pequenas grandes conquistas são celebradas por mulheres em todo o mundo, cada qual em intensidades diferentes, mas igualmente importantes.
Já que não dá para fazer um bolo ouvindo apenas uma única música, escolhi outras duas do mesmo álbum! Lindas, não?
Vamos à receita?
Sfouf
(bolo libanês feito à base de cúrcuma)
Pre-aqueça o forno a 180ºC.
Em uma vasilha, misturar (primeiro os secos, depois acrescentar os ingredientes molhados):
- 300 g de farinha de trigo
- 100 g de semolina
- 225 g de açúcar
- 1 colher chá de cúrcuma (também conhecida como açafrão da terra, vende em qualquer supermercado, na prateleira de temperos)
- 2 colheres chá de fermento em pó
- 1 xícara e 1/2 de leite vegetal (pode usar um pouco menos e, se achar que a consistência está muito grossa, adicionar o restante paulatinamente)
- 1/3 xícara de óleo vegetal
Observações:
- há quem adicione mais cúrcuma à receita, vai do gosto de cada um.
- a maior parte das receitas que eu pesquisei incluem a erva-doce na massa (outra opção é aromatizar o leite com a erva doce e depois usá-lo na receita). Como eu não sou fã de erva-doce, eu faço o meu bolo sem.
- pode usar o leite de vaca normal, mas é que eu não compro aqui em casa.
Preparo:
Mexer com uma colher grande até a mistura ficar bastante homogênea. Passar a mistura para um tabuleiro untado e enfarinhado (as receitas originais sugerem untar com tahine e não enfarinham. Como eu uso um tabuleiro redondo de ferro fundido e esmaltado, eu não unto nem enfarinho). Como decoração, pode-se utilizar amêndoas sem pele, amêndoas em lasca, snoubar ou gergelim.
Levar para assar por aproximadamente 20 a 25 minutos, dependendo do forno.
Retirar do forno quando ele estiver bem moreninho por cima e, ao enfiar um garfo ou palito no centro do bolo, perceber que ele está sequinho.
Deixar esfriar antes de cortar (super importante para que ele não quebre). O formato do corte é aquele em losangos como na foto.
Esta foi o primeiro sfouf que eu fiz.
No dia em que preparei não tinha amêndoas, então usei gergelim por cima.
Esta semana, uma amiga de Facebook me convidou para postar a primeira música que me viesse à mente e Capricho Árabe, de Francisco Tárrega, foi uma delas.
Digo uma delas, pois não consigo lembrar-me de Tárrega sem recordar também a Enrique Granados, mais especificamente Dança Espanhola n.5.
A música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo.
~ Oscar Wilde
Escolhi este vídeo, pois estou na fase "aprendendo violão (sem pressa)" e passei o final de semana assistindo a vários vídeos. Este está entre os que me impressionaram muito. A linda violonista Tatyana Ryzhkova toca com uma naturalidade e entrega que emocionam.
Como eu sou realmente apaixonada por violão clássico e o canal da artista no youtube possui vários vídeos, resolvi deixar registrado aqui mais alguns para não esquecer-me da dica musical.
Espero que vocês também gostem!
Esta manhã encontrei entre os links salvos nos "favoritos" do navegador um texto super interessante a respeito da difícil arte de ser simples. Já havia lido uma vez, gostei e salvei. E me esqueci completamente do texto. Hoje, reli. E, sinceramente, me identifico cada dia mais com essa filosofia de vida. Coloco aqui como registro para não deixá-lo para trás outra vez.
Possivelmente, a arte da simplicidade seja a conquista mais difícil para o indivíduo, pois exige naturalidade e uma boa dose de pureza espiritual na forma como ele se relaciona consigo mesmo e com o mundo à sua volta. ~ Flávio Bastos
Para embalar a leitura, fica registrada também esta lindíssima versão para Lua Branca, interpretada por Chano Domínguez y Niño Josele, duas feras que também deixaram suas marcas indeléveis no flamenco. Só fiquei triste porque no final, ao comentarem sobre a música, eles se embananaram e atribuíram a autoria a Pixinguinha e não à sua verdadeira compositora, Chiquinha Gonzaga.... Alguém bem que poderia dar um toque, né?
Lindo, não? Palavras do chileno Alejandro Jodorowsky neste trecho de entrevista que acabei assistindo hoje cedo, entre um e outro álbum de Baden Powell disponível no youtube.
Sabe-se lá por quê este vídeo apareceu entre as sugestões musicais desta manhã, pois nunca tive muita curiosidade em ler ou saber mais sobre ele, embora já tenha postado sobre seu filho, Adanowsky, aqui na página. Mas me alegro por ter tido a curiosidade de parar o que eu estava fazendo para vê-lo. Coisas que acontecem quando estamos sintonizadas com nosso coração. Pelo menos, acredito nisso.
Ele fala sobre algumas outras coisas bem legais, algumas das quais estão melhor explicadas em um antigo livro de Dion Fortune chamado "Filosofia oculta do amor e do matrimônio". Por ser um livro etiquetado como "ocultista" nas livrarias e bibliotecas, ele acaba sendo deixado de lado por puro preconceito de algumas pessoas. Porém, a leitura dos capítulos finais é super interessante e merece ser mencionada.
Hoje o domingo não foi de ensaio, nem de apresentação. Mas nem por isso deixou de ter seu momento mágico.
Sou incapaz de descrever a sensação que esta música, Gnossienne nº 1 (de Erik Satie) me desperta. Mas é a mesma sensação que tomou conta deste restinho de sábado. Resolvi registrar aqui no blog porque gostaria de deixar este 6 de junho guardado na memória. Me ocorreu que este texto fantástico de Raduan Nassar cairia bem por aqui... para desanuviar. :)
Aí pelas Três da Tarde
Raduan Nassar
(para José Carlos Abbate)
Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom senso do mundo, aplicando-se em idéias claras apesar do ruído e do mormaço, seguros ao se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno (espécie da qual você, milenarmente cansado, talvez se sinta um tanto excluído), largue tudo de repente sob os olhares a sua volta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais severos, dê um largo "ciao" ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que estiveram em casa ocupados na limpeza dos armários, que você não sabia antes como era conduzida. Convém não responder aos olhares interrogativos, deixando crescer, por instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem demora ao quarto, libertando aí os pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa do corpo como se retirasse a importância das coisas, pondo-se enfim em vestes mínimas, quem sabe até em pêlo, mas sem ferir o decoro (o seu decoro, está claro), e aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento. Feito um banhista incerto, assome em seguida no trampolim do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando de vez, embaixo, o surto abafado dos comentários. Nada de grandes lances. Desça, sem pressa, degrau por degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a boca com a mão enquanto se comprimem ao pé da escada. Passe por eles calado, circule pela casa toda como se andasse numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de louco ainda não precipitado) e se achegue depois, com cuidado e ternura, junto à rede languidamente envergada entre plantas lá no terraço. Largue-se nela como quem se larga na vida, e vá ao fundo nesse mergulho: cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um impulso do pé (já não importa em que apoio), goze a fantasia de se sentir embalado pelo mundo.
Texto extraído do livro "Menina a caminho", Companhia das Letras - São Paulo, 1997. pág.71.
Primeira vez que escuto Dead Combo e já apaixonada pelo grupo português, criado em 2004 e, infelizmente, pouco conhecido por aqui. Escutar este som me deixou com mais vontade ainda de bater perna por Lisboa, ser hipnotizada por aquela cor linda que a cidade possui e mergulhar na obra de Fernando Pessoa. Falando nele, descobri que em 1925, o poeta escreveu um roteiro turístico, um passeio imaginário pelos principais museus, monumentos e ruas da capital portuguesa. O título é "Lisboa: O Que o Turista Deve Ver", e ali ele dá detalhes, dicas e conta parte da história de sua cidade natal. Para saber mais, leia a matéria publicada pela Revista Planeta clicando aqui.
E por falar nisso, fica mais uma dica para quem quiser ler mais sobre sua obra. Acesse o site Arquivo Pessoa para ler um vastíssimo material online.
Hoje acordei com esta música do Dead Can Dance na cabeça. Yulunga fica ainda mais linda quando a escutamos embalados pelas imagens do documentário Baraka.
Este foi um dos documentários que mais me marcaram até hoje... me lembro de ter visto várias e várias vezes e não me canso das imagens e dos sons. Achei que seria legal registrar aqui este link, pois vale a pena assistir...
E o texto cujo trecho copio a seguir, também merece ser lido na íntegra aqui.
"Reconheça sempre a qualidade onírica da vida e reduza o apego e a aversão. Pratique o bom coração em relação a todos os seres. Seja amoroso e compassivo, não importa o que os outros façam. O que fazem não importará muito quando visto por você como um sonho. Esse é o ponto essencial. Essa é a verdadeira espiritualidade." ~ Texto extraído do Livro “Vida e morte no budismo tibetano”, por Chagdud Tulku Rinpoche.
"Baraka é um filme de 1992, não narrado, realizado por Ron Fricke Baraka sobre a Terra e sobre a vida, uma colecção de fotogramas tirados aos mais belos fenómenos da natureza, às mais memoráveis paisagens, às obras arquitectónicas mais sonantes e aos rituais mais inesquecíveis do Mundo. Sim, Baraka tem muitas das coisas que todos devíamos ver antes de morrer: a aurora boreal, as Cataratas Vitória, ou o Mausoléu de Shah-e-Cheragh.
O filme/documentário foi filmado 23 países diferentes: Argentina, Brasil, Camboja, China, Equador, Egipto, França, Hong Kong, Índia, Indonésia, Irão, Israel, Itália, Japão, Quénia, Kuweit, Nepal, Polónia, Arábia Saudita, Tanzânia, Tailândia, Turquia e EUA.
O filme é simplesmente belo. Uma escolha de imagens de tirar o fôlego, bem encadeadas e pertinentemente acompanhadas pela banda-sonora. É como se fossêmos os olhos de Deus ao debruçar-se do Céu e ao observar durante hora e meia o que crio, suspirando por ter tido tão belo momento de génio.
Mas não se pense que o filme se faz só das coisas boas da vida. Existem também os guetos, as guerras, as explosões dos poços de petróleo na primeira Guerra do Iraque, ou a devastação da Amazónia. No entanto, até estes episódios são retratados com uma poética graciosa, como se estes acontecimentos fossem também simples factos da vida. E como a vida é bela, também estes acontecimentos são belos."
Muita coisa que ontem parecia importante ou significativa amanhã virará pó no filtro da memória. Mas o sorriso [...] ah, esse resistirá a todas as ciladas do tempo. (Caio Fernando Abreu)
Angelo Debarre e seu Gypsy Jazz francês no melhor estilo Django Reinhardt... Quem resiste?
Baden Powell para embalar o finalzinho de domingo, numa pausa extremamente necessária... porém, curta. Porque o descanso mesmo só chegará daqui a alguns dias.
Ilustração: Tascha Parkinson
A vida é um pêndulo entre suspirar e respirar fundo.
Aproveitando o 07 de setembro, que tal um pouco de música brasileira? Devo dizer que estou encantada com este novo projeto do Alceu Valença! À procura do DVD em 3, 2, 1....
Enquanto assistia e me encantava com essa belíssima Abertura Valenciana, que contou com a participação da Orquestra Ouro Preto, fiquei pensando em como um pouco de ousadia faz bem pra alma, e, no caso do Alceu, pra cultura. Há artistas que passam a vida compondo, gravando, coreografando, escrevendo as mesmas coisas, requentando ideias antigas que um dia foram novidade. Na verdade, isso se passa em todos os lugares. Na sociologia, na vida pessoal... Afastar-se de portos seguros dá medo, mas sair da mediocridade proporciona, àqueles que tem coragem, ganhos para toda a vida. E viva a busca por novos mares!
"Ignoramos nossa verdadeira estatura até que nos coloquemos de pé." ~ Emily Dickinson
Palmas flamencas (dobradas) para a pessoa que consegue se concentrar em qualquer coisa num domingo à tarde. Para mim é uma tarefa simplesmente impossível. E o pior: a falta de foco tem uma companheira implacável: a culpa.
Bom, enquanto dou uma pausa para o café, não faz mal nenhum sonhar que fui ao Fragole Infinite comer uma das delícias da querida Maribel, em Jerez de la Frontera, e voltei. Uma torta de pera com chocolate seria simplesmente perfeita neste exato momento. Que saudade!
Son de la Frontera para embalar os sonhos... e um pouco da culpa. :)