Desde que cheguei de viagem eu não consegui parar um só dia para descansar e ficar em casa sem fazer nada. A exposição que iremos inaugurar em abril está demandando todo o tempo que me resta quando não estou na OF, no Sesc ou no Icab. Mas está ficando linda, simplesmente lindaaaaaa!
Hoje, quando eu vejo tudo que fizemos até aqui com tão pouco apoio... fico imaginando como seria se tivéssemos mais recursos além dessa determinação, coragem e uma vontade enorme de ver as coisas acontecendo! Sério mesmo, estamos muito felizes com o resultado!
Este domingo foi reservado inteiramente para trabalhar nos textos que farão parte da divulgação e descrição das fotografias. Rever essas fotos é uma viagem incrível e não me canso de olhar para elas!
Musiquinha para embalar? Por incrível que pareça, ainda não rolou música andalusí por aqui hoje (vai rolar flamenco, andalusí e tudo a que eu tenho direito, pois o dia será longo!). Desde cedo escutando Adan Jodorowsky, pois recém-descobri este novo álbum e estou encantada!
Espero que gostem também! E espero por vocês na abertura da exposição no dia 12 de abril no Museu Nacional dos Correios aqui em Brasília!
Agosto passou voando e não consegui escolher sequer uma música para postar aqui...
Os projetos vão se concretizando bem lentamente, mas o curioso é que as coisas têm acontecido quase que simultaneamente e, por isso, a impressão de que tá tudo corrido. Mas tá ótimo! Oxalá até o final do ano tenhamos mais boas surpresas para celebrar!
Enquanto esperamos para colher alguns frutos, musiquinha linda para celebrar a primavera que está quaaaaase aí! Ja já chuvinha para anunciar a chegada da estação mais linda!
Vamos a vivir la vida como si fuera un momento, tú y yo y tú...
Dejar ir es aceptar tu historia, pero no tu destino.
Adorei essa frase que li esta tarde. Apareceu para mim no feed de notícias do (nem tão) bom e velho FB em uma página que eu curti há alguns meses chamada La Mente es Maravillosa. A frase é uma chamada para um texto que fala sobre aceitarmos o fato de que pessoas e acontecimentos importantes para nós não precisam fazer parte da nossa vida para sempre. E nem por isso devemos transformar isso em motivo de sofrimento ou desequilíbrio interior, como muitas vezes acontece.
Eu, particularmente (e felizmente), aprendi isso durante meu retorno de saturno (leia-se, entre 28 e 29 anos). Mas o lado maravilhoso de tudo isso é que aprendi a valorizar cada minuto ao lado de pessoas queridas e fundamentais para mim, ciente de que tempo de convivência não é medidor do quão relevantes são certos episódios e/ou relacionamentos em nossa vida.
E assim tudo fica mais leve. Pelo menos para mim.
Sei que tem gente que sofre pacas com a ansiedade gerada pela menor possibilidade de rompimento ou afastamento. E eu mesma, já me peguei em situações bem pontuais ocorridas nos últimos anos envolta nesse tipo de vibe, a qual aprendi a reconhecer e driblar. Ufa! (afinal, já são tantas outras preocupações que ainda tenho que descobrir como lidar nessa vida... mas vamos aprendendo, sempre)
Por isso deixo aqui o link para o texto.
Não é longo.
Dá para ler ao som de Nouvelle Vague e ainda sobra música para ir fazer um café e navegar um pouco na internet. Ou, quem sabe, mandar uma mensagem amável e que irá fazer toda diferença no dia de alguém realmente importante para você? :)
Dejar ir nunca es fácil. Requiere valentía y un convencimiento pleno y seguro de que desprendernos de esa relación, de esa amistad o de esa situación, es algo vital para nuestro equilibrio y felicidad.Saber reconocer la necesidad de cerrar un ciclo es ya de por si un acto de madurez. No obstante, del reconocimiento al acto hay un paso muy duro cargado de tristezas, y de un duelo personal que superar.Dejar ir supone supone en la mayoría de los casos tener que “reconstruirnos”, tener que replantearnos a nosotros mismos, y en muchas ocasiones, incluso partir de cero.Ahora bien, también hemos de tener en cuenta que mucha gente no termina de asumir y afrontar de forma correcta el fin de un ciclo, de una etapa.Hay quien piensa que dar por finalizada una relación es el punto final a su propia vida. Tras ese adiós y esa separación, ya no hay nada más. Dejar ir es ese acto del destino que echa el telón a su vida afectiva.Debemos tener cuidado con este tipo de pensamientos y actitudes derrotistas. Después de un punto final viene un espacio, y con él, nuevos senderos y oportunidades para ser feliz tal y como nosotros deseamos.
Ser livre custa caro pra caramba. Se é que a liberdade é algo possível...
Cada vez que penso sobre este tema (e isso acontece quase todo dia), me lembro do polonês Zygmunt Bauman, para quem a relação entre liberdade e segurança é um pêndulo na história da civilização. Segundo ele, esta relação é precisamente o que constitui a civilização: a busca pelo equilíbrio entre segurança e liberdade. E ainda, até hoje nenhuma sociedade conseguiu atingir esta harmonia - provando tal dilema como sem solução.
E me convenço cada vez mais que as pessoas vão se metendo em verdadeiras furadas por causa da necessidade fortíssima de se sentirem seguras.
Julieta Venegas chega neste momento do post para embalar o resto da leitura. :)
He estado escuchando hoy
sin realmente escuchar
más bien solo pensando hasta donde llega
lo que llamamos libertad
Si es andar saltando de una estrella a otra
o es nadar al río y llegar hasta el mar
¿hasta dónde llega lo que llamamos libertad?
Hacer lo que en verdad sentimos
y sentir lo que hablamos
rendirá nuestras almas su propia
y justa y libre libertad, libertad
Complicado, não?
No que se refere ao amor então... um festival de confusões. E um lamaçal de desilusões e de sofrimento, diria eu, algumas vezes desnecessários. Por que associar os sentimentos que temos uns pelos outros a padrões de relacionamentos? Que necessidade estranha é essa de rotular tudo, de controlar e de cobrar? E por que (Why, God, Why?) a amizade (leia-se tudo aquilo que não conseguimos encaixar na estranha definição de "relacionamento amoroso") é tão subestimada pelas pessoas?
Gente, a amizade é uma coisa linda! Que raro termos afinidades verdadeiras com outras pessoas! Lembram daquele texto perfeito de Artur da Távola, onde ele dizia que
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
E o mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro
retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto
no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo para o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos
verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece depois que
as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar
a um não afim, sai simples e claro diante
de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a
respeito dos mesmos fatos que impressionam comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento...
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra,
nem sentir para, nem sentir por.
Quanta gente ama loucamente,
mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado,
não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando falar,
jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quanto das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que
parou sem lamentar o tempo de separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser,
cada vez mais a expressão do outro sob a
forma ampliada do eu individual aprimorado.
E que lindo quando descobrimos afinidade com outras pessoas! Mas, por que isso tem que se converter em alguma coisa que precisa ser definida, controlada e rotulada? Alguns diriam: "mas não é amizade, tem algo a mais." E por que a afinidade seria algo menos importante? E esse algo mais que as pessoas querem acreditar que existe não seria uma expectativa criada, uma tentativa de encaixar este sentimento em algum tipo de definição para que ele se converta numa "relação amorosa"?
Sei lá... o intuito do post não é compartilhar nenhuma epifania. Aliás, cada um de nós sabe da nossa própria vida, certo?
É que realmente às vezes é cansativo ver pessoas queridas sofrendo por causa dessas relações construídas em cima de ilusões, de expectativas, de medos. E por causa de ciúmes... Sugestão: Leiam mais Emma Goldman. Mas leiam de peito aberto. Vale a pena.
Não nego minha profunda admiração pelas pessoas que tem a coragem e a maturidade de saber estar só. Só no sentido de não sentirem necessidade de encaixar o que sentem em padrões de relacionamento.
É incrível ver pessoas passarem décadas dando murro em ponta de faca. A faca de uns é o suplício de uma relacionamento do qual não sabem como sair. Para outros, é ficar pulando de relacionamento em relacionamento, como se o problema estivesse nas pessoas com quem se relacionam ou nelas próprias. Mas na verdade, não há problema. O que existe é uma expectativa que ninguém tem obrigação de atender.
O ser humano é tão tão complexo que a probabilidade das pessoas conseguirem atender à expectativa de acertar nas relações é baixíssima. Mas ainda assim, a maioria da população passa a vida fazendo o possível e o impossível para se enquadrar em alguma coisa.
Por que este medo danado da solidão? Como se estar ao lado de alguém significasse estar em companhia. Ou boa companhia.
Certa vez, o escritor espanhol Federico García Lorca escreveu: "La soledad es la gran talladora del espíritu". Eu, particularmente, concordo em gênero, número e grau com esta frase. E acho engraçado - para não dizer triste - ver como as pessoas tem medo de estar sozinhas, como se isso fosse sinônimo de fracasso ou de infelicidade.
Sim, estar só é assustador (e viver só é caro e cansativo também. Sem contar o medo de um dia precisar de ajuda e não saber a quem recorrer). Mas esta é apenas uma das facetas da solidão. Estar só é estar consigo mesmo, é uma oportunidade de se conhecer cada vez mais e de buscar serenidade para lidar com as intempéries da vida, pois elas surgem a cada instante. E é aprender a aceitar os outros como são. É aprender a compartilhar o que temos de melhor, ao invés de despejarmos nossas inseguranças nas pessoas e esperar que elas resolvam vários dos nossos problemas. É aprender a cuidar com carinho e dedicação dos nossos mais profundos sentimentos, pois eles merecem sim ser regados e tratados com amor (Isso me lembra uma frase que um grande amigo costumava repetir sempre: quanto melhor eu for, melhor serei para quem amo ou protejo).
E saber estar só é estar em busca de ser o melhor que podemos, ainda que para muitos o que eu estou escrevendo aqui seja uma verdadeira loucura.
Alguém me perguntou um dia: qual o problema em estar com outra pessoa? Isso não é problema. O esquisito é o esforço tremendo em definir as relações e o medo delas caminharem para uma direção diferente da que gostaríamos. Acho que a pergunta é: quem disse que estar só é abrir mão dos sentimentos - e tudo que daí vier em consequência - que temos pelas outras pessoas?
Se o meu amor for neurótico, se for possessivo e doentio,
eu só poderia ensinar às pessoas um amor
neurótico, possessivo, doentio...
Se o meu conhecimento por alguma coisa for vasto
e interminável, posso lhes dar isso.
Assim, minha responsabilidade para comigo
é tornar-me enorme, cheio de conhecimentos, cheio de amor,
cheio de compreensão, cheio de experiência, cheio de coisas belas,
de modo que posso dar isso às outras pessoas...
~ Leo Buscaglia
Não vejo muito sentido esse desespero em querer situar as relações entre as pessoas - e que são de infinitas cores, sabores, nuances e possibilidades - no tempo e no espaço, como se isso pudesse ser guardado numa garrafa de vinho. E como se fossem processos imutáveis. Menos sentido ainda é o sofrimento de alguns que passam a vida tentando aparar as relações para que elas se encaixem em determinados padrões.
Sei que minha forma de pensar não tem pé nem cabeça para um monte de gente que eu conheço e com quem já tive a chance de conversar.
Mas hoje deu uma vontade enorme de anotar um pouco sobre o que eu penso e indicar este texto de Rodolfo Ruiz Reed, o qual me parece bastante sensato.
"Por esto de liberar al amor de estas instituciones,
es que esta práctica es mal vista en la sociedad
de todas las épocas, pero es por el desconocimiento o
ignorancia de lo que realmente significa el amor libre."
Não poderia terminar o post sem lembrar do que o genial Khalil Gibran escreveu em "O Profeta":
"O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.
O amor não possui
nem quer ser possuído.
Porque o amor basta ao amor.
E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso."
E sem mencionar este texto perfeito do filósofo Huberto Rohden:
Adeus, alma querida...
Se, no caminho do teu Saara, encontrares uma alma que te queira bem, aceita em silêncio o suave ardor da sua benquerença - mas não lhe peças coisa alguma, não exijas, não reclames nada do ente querido.
Recebe com amor o que com amor te é dado - e continua a servir com perfeita humildade e despretensão.
Quando mais querida te for uma alma, tanto menos a explores, tanto mais lhe serve, sem nada esperar em retribuição.
No dia e na hora em que uma alma impuser a outra alma um dever, uma obrigação, começa a agonia do amor, da amizade.
Só num clima de absoluta espontaneidade pode viver esta plantinha delicada.
E quando então essa alma que te foi querida se afastar de ti - não a retenhas.
Deixa que se vá em plena liberdade.
Faze acompanhá-la dos anjos tutelares das tuas preces e saudades, para que em níveas asas a envolvam e de todo mal a defendam - mas não lhe peças que fique contigo.
Mais amiga te será ela, em espontânea liberdade, longe de ti - do que em forçada escravidão, perto de ti.
Deixa que ela siga os seus caminhos - ainda que esses caminhos a conduzam aos confins do universo, à mais extrema distância do teu habitáculo corpóreo.
Se entre essa alma e a tua existir afinidade espiritual, não há distância, não há em todo o universo espaço bastante grande que de ti possa alhear essa alma.
Ainda que ela erguesse voo e fixasse o seu tabernáculo para além das últimas praias do Sírio, para além das derradeiras fosforescências da Via-Láctea, para além das mais longínquas nebulosas de mundos em formação - contigo estaria essa alma querida...
Mas, se não vigorar afinidade espiritual entre ti e ela, poderá essa alma viver contigo sob o mesmo teto e contigo sentar-se à mesma mesa - não será tua, nem haverá entre vós verdadeira união e felicidade.
Para o espírito a proximidade espiritual é tudo - a distância material não é nada.
Compreende, ó homem - e vai para onde quiseres!
Ama - e estarás sempre perto do ente amado...
Em todo o universo... Dentro de ti mesmo.
(Texto extraído do inspirado livro “De Alma Para Alma”, do genial filósofo brasileiro Huberto Rohden – Editora Martin Claret.
Para dias em que acordamos sonhando com uma praia vazia, água de coco gelada e pés pra cima. Ah, e a brisa salgada do mar, que é pra mandar embora qualquer energia negativa. Por hora, a água de coco é o que está mais fácil de conseguir... :)
Sim, dezembro chegooooou! E 2015 já já estará dando o ar de sua graça. Contagem regressiva para encerrar um ano duro - não ruim - e de muito aprendizado. Pepezinha super fazendo falta, e olha que faz pouquíssimo tempo desde que minha gatinha amada virou uma estrelinha linda e rechonchuda no céu. Mas acredito que manter a esperança de que dias lindos chegarão em breve é a melhor forma de driblarmos a saudade e a ressaca deste 2014 intenso.
Que dezembro seja lindo, leve e aconchegante! E que o novo ano incie com essa energia de paz, esperança e amor.
Playlist nova no blog para renovar a vibe! Espero que gostem!
Uma das listas que eu mais adoro no songpop (siiiiiim, eu jogo e super curto!) é a de música pop francesa dos anos 60. Como não se sentir feliz escutando isso????
Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.
Cansaço é pouco para expressar o que estou sentindo este mês... mas como tudo passa, já já poderei escutar essa playlist fofa em outras circunstâncias.
Além do mais, falta pouco para a estação mais linda de todas: a primavera!
Enquanto as coisas continuam puxadas por aqui, um pouco de música para tornar tudo melhor...
"Os questionamentos mais simples são os mais profundos: Onde vais? Onde fica teu lar? O que fazes? Faz as mesmas perguntas de tempos em tempos e observa como mudam as tuas resoluções."
Música perfeita que tocou na volta do nosso passeio por Córdoba. Sem palavras para agradecer ao casal mais querido de Sevilla, Elisa e Daniel, por tanta gentileza e tantas risadas.
Merece de a gente aproveitar
o que vem e que se pode,
o bom da vida é só de chuvisco.
~ Guimarães Rosa
21 de junho e o inverno finalmente chegou pra quem vive no hemisfério sul.... Viva os ipês, as noites de céu estrelado, a seca em Bsb e o inferno astral, que já já começa a despontar... Essa saiu do fundo do baú para celebrar a nova estação! hahahaha
Após dez dias sem publicar nada... uma playlist com 10 musiquinhas que rolaram por aqui essa semana. Música árabe com um toque de guitarra flamenca. Misturinha boa para quem gosta dessas fusões. :)
Há sempre uma razão, embora não haja nenhuma explicação.
~ Adélia Prado