É dia de rock, bebê!

Tive a alegria de crescer em uma casa onde se escutava rock todos os dias! Foi a trilha sonora da minha juventude! O Flamenco entrou na minha vida e me arrebatou, mas o rock sempre teve e terá um lugar mais do que especial no meu coração. Associo dezenas de músicas e bandas às pessoas mais importantes da minha vida, àqueles momentos que adoraria viver novamente, a viagens e sonhos. Impossível não ficar nostálgica hoje, 13 de julho! É dia de rock, bebê!








Em casa... (6)

E cá estamos, véspera de Samhain (no Hemisfério Norte) ou, para quem preferir, Halloween... Com o mês de novembro diante de nós, e ainda em casa


Quer dizer, há quem já tenha decretado o fim da pandemia por conta própria... mas as pessoas mais cautelosas seguem se cuidando e cuidando umas das outras. De março para cá, minhas saídas são somente para ir até a minha escola de dança e, no máximo, ver minha família, sempre num mega esquema, para diminuir ao máximo os riscos de contágio. Nada de café, nada de museu, nada de ensaios na OF, nada de espetáculos no Teatro, nada de viagens... (¿Hasta cuando?)

Jamais me passou pela cabeça que eu viveria um ano tão nonsense como este de 2020 (já não basta nossa política, que é um teste diário para os nervos). E estou certa de que este sentimento deve ser o mesmo de 99% das pessoas que conheço. Mas, embora a situação seja delicada para todos, cada um de nós a vivenciou de uma forma diferente.

Hoje, pouco mais de um mês após a morte da nossa tia, por Covid, vejo o quanto temos para falar, para nos expressar e para desabafar. A sensação é que este choque de realidade diário acabou não deixando espaço para mais nada. Sabe-se lá quando conseguiremos nos expressar novamente da forma com que estávamos acostumados. O fato é que ainda estamos vivendo esta espécie de pesadelo, sem uma data para terminar. Tempo de resiliência, de paciência e de adaptações (e quantas!). Mas, também, tempo de gratidão, por encontrarmos forças quando mais precisamos. Esta música PERFEITA gravada pelos suecos do The Hives tem uma frase que tem muito a ver com o momento: A war can't be avoided but it can be won...

Vai passar, ainda que não seja agora. Enquanto isso, seguimos com nossa nova rotina, ficando em casa, sentindo a vista piorar por causa de tantas horas em frente a aparelhos eletrônicos, reorganizando as relações de trabalho e as relações pessoas. E com muita saudade! De quem está aqui e não podemos ver como gostaríamos e de quem partiu, infelizmente!

Em casa....(5)

Em tempos de notícias difíceis de digerir, preocupação excessiva e um certo desânimo que às vezes insiste em nos rodear, uma leitura leve e que se molda em nossa cabeça como um filme é uma excelente pedida, não acham? 
Pois bem... há algumas semanas eu devorei em questão de 2 horas e meia "A Leica: uma novela fotográfica". Comecei e não conseguia mais parar. Quando acabou, rolou até uma certa resistência em voltar à realidade...

No flamenco temos uma expressão para algo que nos envolve de uma forma que não conseguimos mais soltar: te engancha. Foi exatamente assim que me senti ao ler este livro, o primeiro escrito por Nick El-moor.

Espero que seja o primeiro de vários outros, pois, a forma como o autor nos conduz nessa história é bem especial e temos a sensação de viajamos tanto no tempo - de volta ao início dos anos 1990 (como não amar?) e no espaço, algo que neste período faz um bem enorme! 

Como não quero dar spoiler da história, deixo aqui a sugestão da leitura e peço que me contem depois o que acharam.

O livro está disponível na Amazon, é só clicar aqui, e o preço é super acessível! 


Espero que gostem da dica! Para embalar a leitura, tem uma playlist preparada pelo próprio autor no Spotify. Super vale a pena acessar!

Deixo aqui uma música que fez parte da minha adolescência, época em que as bandas que estouraram nos anos 80 na Europa chegavam por aqui com algum delay. Elas vinham nas malas das pessoas que tinham a oportunidade de viajar e trazer álbuns e fitas cassetes importadas. O hit é de 1985, mas a lembrança que tenho é do meu pai escutando esta música por volta de 1991, enquanto levava suas filhas adolescentes para o colégio... Saudade da boa!! 


Em casa... (4)

Viajar sem sair de casa... este tem sido um dos programas feitos por muita gente durante os dias de isolamento social...


O corre corre com as gravações das aulas a distância da OF tem sido tão intenso que mal sobra tempo para um episódio de alguma série na Netflix ao final do dia. Mas, hoje eu me permiti fazer duas coisas que até então não havia feito: assistir a duas lives e passear virtualmente por um museu que já conheço, mas que não me canso de visitar. Ou seja, eu poderia dizer que tive um domingo repleto de coisas boas, especialmente porque pela manhã pude curtir minhas família um pouquinho,  com máscara, álcool gel e uma distância boa de cada um deles... mas foi um presente que acabamos nos dando...

As lives foram bem diferentes. Na parte da tarde, o Mosteiro de São Bento em SP exibiu alguns cantos ao vivo pelo Instagram. Mais de 8 mil pessoas assistindo! E lá estava Patrícia em sua primeira live da quarentena! Adorei! No final da tarde, Alceu Valença pelo YouTube! Bom demais! Estava precisando!

Agora à noite, descobri um link suuuuuper legal que não é exatamente o Museo de Bellas Artes de Sevilla, mas é um blog que comenta quadro por quadro do museu, seguindo o que seria uma visita que começa no térreo e vai até o andar de cima, que é o meu favorito, pois em um dos seus cantos está a sala de pinturas costumbristas, minha paixão!

Deixo aqui o link porque quem gosta de museus, da Andalucía, de Sevilla, de história e de tantas outras coisas, certamente vai amar. 

Para conhecer os quadros, um a um, acesse: http://leyendasdesevilla.blogspot.com/2011/08/el-museo-de-bellas-artes-de-sevilla-y.html

Além do link, vou deixar também algumas fotos que fiz há menos de dois meses, quando estava por lá e me despedi do museu com um até breve, pois jurava que voltaria a Sevilla em julho deste ano, no nosso Circuito Andaluzia, que estamos organizando.






Sabemos que com toda essa pandemia, impossível estarmos lá tão cedo. Porém, a viagem será apenas adiada, pois temos a esperança de levarmos o grupo (ou a parte dele) a este passeio maravilhoso que foi planejado com tanto amor, tanta pesquisa e tanta dedicação. Fico feliz cada vez que uma aluna me manda mensagem dizendo que estará na viagem, aconteça quando acontecer!

Me alegro, não pela viagem em si, pois eu espero continuar indo muitas outras vezes, independente do circuito. Mas minha alegria é em saber que essas pessoas terão uma experiência duplamente inesquecível: visitar a Andaluzia numa viagem preparada da forma que esta está sendo organizada, e viver tudo isso após meses de muita angústia e preocupação. Acredito que tudo terá um significado ainda mais especial! E me alegro porque estaremos juntas para viver isso!

Então, já que escrevi muito... aí vai um álbum para acompanhar a visita ao Museo de Bellas Artes de Sevilla. Escolhi um guitarrista sevillano para embalar nosso passeio. O maravilhoso Rafael Riqueni. 

Espero que gostem! Este post foi preparado com um amor enorme, vocês não fazem ideia!

Em casa... (3)

Mais cedo eu lia uma notícia em um jornal local, onde dizia o seguinte: "Presidente voltou a causar aglomeração e afirmou que quem não for idoso ou tiver problemas de saúde 'tem que trabalhar'". Esse ser ignóbil acha realmente que as pessoas estão em casa deitadas numa rede bebendo água de coco?

Eu trabalho da hora em que eu acordo até a hora em que vou dormir para tentar pagar as despesas de uma escola que está fechada simplesmente porque é completamente insano pensar em juntar pessoas para uma aula de dança neste momento. O mesmo vale para tantos outros serviços que estão temporariamente suspensos por uma questão óbvia de saúde pública.

 Estou sentindo na pele o que é precisar retomar as atividades e não poder. Mas tenho informação suficiente para entender que neste momento, a levianidade de uns pode colocar todo um país em risco de colapso.



Sei que tem gente que não entende isso, provavelmente por ignorância. No entanto, ver pessoas minimamente informadas aderirem a essa campanha pela reabertura das atividades tem feito com que eu perca, a cada dia, um pouco mais da minha fé na humanidade.

Hoje me deu uma vontade enorme de escutar Radio Tarifa, um dos grupos que mais amo há mais de duas décadas! Os ouvi pela primeira vez na Espanha, e foi amor à primeira vista. Comprei tudo deles, virei fã de carteirinha... até que o grupo acabou e, depois, para minha tristeza, o cantor Benjamin Escoriza faleceu... Embora eles tenham músicas beeem alegres, esta especialmente melancólica foi a primeira que toquei aqui em casa esta tarde. 


Logo abaixo deixo uma mais animadinha que é para não deixarmos o baixo astral tomar conta de vez. Dias melhores virão. Assim espero. 


Em casa... (2)

Que mudanças internas vocês estão notando nos últimos dias? Fiquei pensando muito nisso desde a semana passada. Primeiramente, porque eu comecei a me perguntar que transformações essa crise mundial está provocando em mim. São várias as mudanças, desde a minha forma de valorizar o que realmente importa, passando por um amadurecimento financeiro e chegando na minha relação com parentes, pessoas que amo, pessoas com quem convivo, com a casa etc.


Imagino que este turbilhão esteja mexendo com praticamente todo mundo, sendo que cada pessoa está experimentando a situação de uma forma diferente. Fico sensibilizada com o cansaço de quem tem filhos e está precisando conciliar trabalho, tarefas de casa e essa demanda que os pequenos geram, especialmente os que estão em fase escolar. Tem também as pessoas que estão cortando um dobrado com seus companheiros/as, tem quem esteja se sentindo só, longe da família... com as pessoas que, assim como a gente, possuem um negócio próprio e estão diante de um cenário super incerto, sem saber até quando conseguirão se manter. Enfim, cada caso é um caso.

E o mais louco disso tudo é que boa parte dos desafios terão que ser enfrentados por cada um de nós, pois, por mais solidários que sejamos, há situações em que não conseguimos aliviar a pressão que outra pessoa está sentindo. Vamos fazendo como dá... semana passada confeccionei um kit de máscaras para doar a uma paciente oncológica que está iniciando seu tratamento agora. Tentei comprar de pequenas empresas, para dar um apoio, que neste momento é mais do que importante, fiz encomendas de congelados, orgânicos, mantive meus compromissos financeiros com pessoas que sei que precisam de seus pagamentos... tentei ajudar como deu. Enviei mensagem a pessoas que pareciam precisar de uma palavra de apoio, retomei contatos com amigas que eu não via há um bom tempo, para saber como elas estão... tenho procurado estar mais presente junto à minha família, meus gatinhos... Mas sei que é pouco. Neste momento, por incrível que pareça, tudo parece pouco.

É um momento único na nossa história recente e jamais passou pela minha cabeça a possibilidade de viver algo assim. Oscilo dias de otimismo, lucidez, paz interior e esperança com momentos de absoluta preocupação e inquietude. Quando isso acontece, me lembro de situações extremas que nossos antepassados e até mesmo contemporâneos viveram, como tempos de guerra, catástrofes naturais... e por incrível que pareça, elas encontraram forças para seguir em frente.

Então me sinto na obrigação de ficar forte, não somente por mim, mas pelas pessoas que amo e com quem desejo estar junto quando as coisas se acalmarem. Por incrível que pareça, a dança tem sido um ponto vital nessa história. Nos dias em que tudo parece mais complicado e a falta de um horizonte teima em me desanimar, eu piso no tabladinho que encomendei aqui pra casa, ou simplesmente me sento nele, abro as cortinas e me reconecto com essa força interior. Se eu coloco os sapatos de flamenco, pego minhas castanholas ou simplesmente deixo tocando uma música por aqui, a energia muda completamente!

Bailaora feliz com os pés arrebentados, como sempre hahaha!


Acredito que isso vai passar. Sairemos diferentes dessa tormenta? Algumas pessoas dizem que sim. Outras, duvidam. Quero crer que estamos aprendendo a ver a vida por um outro prisma, até então desconhecido. E que isso nos permitirá valorizar a vida de uma forma diferente daqui pra frente.

Aí vão duas músicas para acalmar o coração. A primeira, flamenco, eu coloquei em algumas aulas que gravei semana passada. É simplesmente maravilhosa!



E a outra é este mantra, que é um dos que eu mais escuto em casa, há pelo menos duas décadas... ele tem o poder de modificar a minha energia e a do local em que me encontrou quando eu o coloco para tocar. Para quem quiser conhecer um pouco do significado, sugiro a leitura deste post. Vale a pena!

Em casa... (1)

Sabe-se lá quantos dias de isolamento social serão necessários para que a nossa vida recobre um mínimo da antiga rotina. Como sinto falta dessa rotina... claro que passados mais de 15 dias em molho em casa, a gente acaba descobrindo uma nova forma de organizar o tempo.

Inicialmente, a preocupação maior era manter a casa limpa. Confesso que faltou pouco para meu TOC voltar. A obsessão com a limpeza, o som da máquina de lavar roupa quase que intermitente, os inúmeros pedidos no supermercado. Até que um dia me dei conta de que temos papel higiênico para muito tempo, muito tempo mesmo... se, por um lado, senti certo alívio por não ter que me preocupar com itens básicos de higiene por algumas boas semanas, por outro, veio aquela tristeza e a pergunta: o que significa isso tudo? Será que nossa vida virou de perna pro ar definitivamente? 

Vocês se deram conta de que todos esses fatos são super recentes, mas a sensação que temos é de que estamos nesse vendaval há uma eternidade? 

Vi esta bandeirinha à venda neste site e amei. Acho que vou encomendar uma!

Não sei se são as preocupações diárias com saúde, com o bem-estar das pessoas que amamos, com as incertezas financeiras, com a tragédia que aguarda aqueles em situação menos favorecida, a nossa política bizarra... mas o fato é que os dias têm parecidos longos, as noites curtas e a sensação de cansaço se tornou uma constante. 

Semana passada me dei conta de que eu voltei da Espanha há tão pouco tempo, mas quase não me lembro dessa viagem, que foi linda, por sinal. Jamais me permiti desfrutar daquele pós-viagem, não tive coragem de ver as fotos, de relembrar os momentos... eu cheguei no dia 8 de março e me lembro que ao entrar no apartamento e ligar o computador para ver as notícias, tive um choque com o aumento súbito do número de casos de Covid-19 em um único dia. Eu pensava: mas eu estava ali há poucas horas e as coisas pareciam dentro da normalidade. Nada indicava que a semana que se iniciava seria tão triste, não somente para a Espanha, mas para muitos outros países. 

O fato é que a gente leva um tempo até perceber a gravidade do problema. Somente quando ele se aproxima muito, muito mesmo, a ficha parece cair. Foi assim quando começou essa crise, na China... muita gente duvidava que ela chegaria até o Brasil. E vejam só, o mundo agora está "unido" por um motivo bem triste: o combate ao novo coronavírus. 

Resolvi retomar os posts aqui no blog, após muitas idas e vindas nos últimos anos. A falta de tempo foi, sem dúvida, o principal motivo pelo qual eu deixei de escrever aqui. Nunca me preocupei se havia alguém lendo o que eu publicava. Este blog, como o próprio nome indica, nada mais é do que uma espécie de diário onde eu registro referências musicais, dicas de artistas e bandas para lembrar depois. Notei que já faz muito tempo desde que eu comecei a publicar aqui e, consequentemente, muitos links já estão quebrados. Uma pena, pois eu salvei aqui músicas que realmente marcaram algum momento da minha vida e adoraria ter esta espécie de diário sempre em mãos para que eu pudesse acessar e escutar. Mas não faz mal. Em tempos de Spotify e Deezer, a gente consegue escutar praticamente tudo com uma busca simples. 

Em todo caso, optei por recomeçar a postar aqui pelo simples motivo de que eu preciso de algumas rotinas que sejam diferentes de limpeza e trabalho (aliás, não está sendo fácil encontrar uma nova rotina para a OF agora com plataforma de ensino a distância, mas pouco a pouco a gente pega o ritmo... na esperança de que voltemos às aulas presenciais em breve!). Se pudermos passar por tudo isso com saúde, paciência, lucidez, dança e boa música, já teremos boas histórias para contar. Minha terapeuta provavelmente sentiria orgulho de mim lendo esta última frase... hahaha

Para encerrar este textão, aí vai uma música que ontem eu escutei repetidas vezes enquanto costurava máscaras de proteção. Sim, isso também foi algo que recentemente entrou na minha rotina... espero que por pouco tempo e que em breve eu volte a fazer bolsas, necessaires e outras coisinhas mais amenas!


Cage The Elephant e nota mental para terminar 2019

Percebi que nas minhas playlists de 2019, Cage The Elephant entrou em quase todas. Eles são demais!!! Aquele tipo de música que é contemporâneo, mas, ao mesmo tempo, nos remete ao som que eu ouvia quando minha maior preocupação era preparar resenhas de livros de sociologia e torcer pro meu carro não morrer quando eu tinha que fazer controle de embreagem saindo da UnB... hehehe

Apesar da saudade dessa época universitária, também me sinto muito feliz e muito grata pela vida de hoje, das pessoas com quem convivo e de tudo que conquistei! Aí vai uma notinha mental para aqueles momentos em que sentimos o passar dos anos e nos apavoramos um pouco...




E agora, vamos ao que interessa... música para alegrar dezembro!!!





Malted Milk para embalar agosto

Há alguns dias, enquanto fazia uma playlist escutar nos dias frios de julho, descobri um grupo francês chamado Malted Milk, mas que de música francesa até agora não escutei nada. Blues + Soul Music da melhor qualidade, os caras são simplesmente fantásticos!!!! 

Esse estilo continua sendo um dos meus favoritos, mesmo passados tantos anos desde que comecei a registrar minhas preferências e descobertas musicais aqui no blog. 

Aliás, o blog anda abandonadinho, tadinho... mas eu me sinto bem quando consigo publicar algo por aqui. Portanto, sinto que ainda vou mantê-lo por mais um tempo.



Aproveito o início de agosto, então, para deixar Malted Milk como sugestão para quem quer escutar uma música leve, cheia de estilo e com ares dos anos 1960 e 1970. Apaixonada aqui. 








Deixo também o link para a playlist, caso alguém tenha Deezer. É um app tipo o famoso Spotfy, porém, menos badalado.

Voltando com Zydeco

Após muitos meses sem passar por aqui, estou ensaiando retomar meus registros musicais, pois sinto falta desse espaço ao qual eu posso recorrer sempre que eu desejo ouvir algo específico, seja por alguma lembrança ou por estado de espírito.

Falando em estado de espírito, há pouco e voltava para casa e em alguma rádio que eu não sei qual, estava tocando forró, daqueles bem antigos, que eu adoro! Daí me lembrei dessa outra música, chamada "Co Fa", que é uma delícia. Cheguei em casa e coloquei bem alto e vale o registro do quão incrível a capacidade que ela possui de trazer alegria imediata. Por isso resolvi reiniciar os posts por aqui com ela.



Zíbia Gasparetto escreveu uma vez que "a captação de energias é um fato, mesmo para aqueles que não acreditam nelas". Portanto, quando o tempo parecer fechado tente ao menos mudar a vibração. Uma musiquinha assim faz toda diferença!!! E é para ouvir alto, viu? De preferência, ensaie uns passinhos de zydeco e manda ver!

Deseja saber mais sobre este estilo musical originário da Louisiana? Então clica aqui e dá uma lida. Vale super a pena!

Pintura de Synthia Saint James (Zydeco)

La Granada de The Clash

Estou para escrever este post desde julho, mas a correria chegou a um ponto que eu simplesmente não consegui fazer mais da metade das coisas que planejei para este semestre.

Porém, como há alguns dias eu comentei sobre o movimento punk numa aula minha de cultura flamenca (acreditem, tinha tudo a ver naquele momento hahahaha!), eu estou com essa nostalgia que algumas pessoas sentem quando relembram ídolos, momentos e referências da juventude. Tá bem, minha adolescência foi bem depois do lançamento deste álbum, que deve ter sido o que eu mais ouvi em toda a minha vida. Porém, minha juventude foi marcada por bandas que meu pai escutava na época e, consequentemente, The Clash era uma delas.

The Clash embalou meus estudos, minhas paixões, as festas que eu frequentava até os vinte e poucos anos, meus trajetos de ônibus, de carro, as viagens, tudo.

Depois de um tempo, pouco a pouco, o rock foi dividindo espaço no meu coração com o flamenco. Duas paixões, porém, a segunda acabou virando também meu trabalho. Resultado: as bandas de rock que eu escuto ainda são as que eu ouvia antes, pois hoje em dia o tempo anda curto para me manter atualizada, como eu adorava fazer quando era mais nova. E a prioridade acaba sendo o flamenco, que muda numa velocidade vertiginosa.

Tudo isso para contar que em julho deste ano, numa viagem maravilhosa que fiz à Andalucía com meu esposo, após alguns anos sem viajarmos juntos para o sul da Espanha, incluímos Granada no roteiro e eu separei um dia para ir até à pequena praça inaugurada há alguns anos em homenagem ao vocalista da banda, Joe Strummer, por quem eu nutria uma paixão platônica quando eu era adolescente hehehe!

Pegamos ônibus, levamos mapa, andamos, subimos, descemos e lá longe, numa curvinha, eu avistei a "placeta" com seu nome. Cheguei lá e vi que ela, não apenas era minúscula e quase imperceptível a quem não tem ideia de sua existência, como também está meio detonada. 

A placa original, aparentemente, foi roubada e eles fizeram uma pintura com referência ao artista. 

Mesmo assim, me emocionei. E muito! Porque eu adoro Joe Strummer e lamentei demais quando ele faleceu. E também porque eu sei que os integrantes do The Clash adoravam a Espanha, especialmente Granada, e, por isso, sempre quis refazer um pouco seus passos naquela cidade tão incrível.

Dizem que uma vez perguntaram a Joe Strummer por que ele sentia essa atração pela cidade de Granada, e teria respondido que provavelmente, era porque ele era um romântico. Quer resposta mais flamenca do que esta?



Então, o post de hoje, após meses sem passar por aqui, vai em homenagem a eles. Porque já tinha um tempo que eu queria colocar uns clássicos da banda aqui e também porque encontrei esta matéria super bacana publicada pelo jornal El País e que refaz os passos do grupo por Granada. A matéria se chama La Granada de The Clash.

Abaixo, a fotinho da placeta, que eu fiz este ano, num momento de nostalgia pura, e que meu esposo não entendeu muito bem. hahahaha!


Agora, o disco mais escutado por mim na vida! Fiquei nostálgica de novo. Espero que o próximo post seja menos saudoso! 

Pegando mais leve ao ritmo de Soul


Estava eu voltando do mercado a pé, pois nos últimos dias eu tenho tentado poupar o combustível ao máximo, enquanto escutava uma das estações que mais adoro na Accuradio: Soul Classics 1956-65. 

Realmente amo de paixão a música que se fazia no cenário soul norte-americano entre os anos 50 e 70. Talvez tenha sido influência do filme The Commitments - Loucos pela Fama (Alan Parker, 1991), que me fez cair de amores por este estilo! 

Mas o fato é que enquanto desligava do problema da falta de abastecimento, greve de caminhoneiros, pendências de consultoria e perrengues da dança, tocou uma música cujo cantor tinha a mesma voz do Mick Jagger. Então eu pensei, algo estranho aqui... e fui ver quem era. 

Eis que descubro mais um artista maravilhoso dentre tantos que eu já escuto há anos (vide a tag aqui no blog): Don Covay. Que voz!!! Pelamor!!!

Perfeito para seguir a caminhada, pensando que, às vezes, a vida manda a gente pegar mais leve e, mesmo diante de circunstâncias pra lá de estressantes, desacelerar é imprescindível.

A propósito, deixo o link pro filme aqui também, caso alguém não tenha visto ou queira rever! :)

Uma musiquinha para começar....


Daí a gente parte pro full album, que merece ser escutado do início ao fim!



E se sobrar tempo, olha o filme The Commitments aqui! Trilha sonora mara!!!
(fiquei até nostálgica, gente!)

Domingo com Adan Jodorowsky

Desde que cheguei de viagem eu não consegui parar um só dia para descansar e ficar em casa sem fazer nada. A exposição que iremos inaugurar em abril está demandando todo o tempo que me resta quando não estou na OF, no Sesc ou no Icab. Mas está ficando linda, simplesmente lindaaaaaa!

Hoje, quando eu vejo tudo que fizemos até aqui com tão pouco apoio... fico imaginando como seria se tivéssemos mais recursos além dessa determinação, coragem e uma vontade enorme de ver as coisas acontecendo! Sério mesmo, estamos muito felizes com o resultado!


Este domingo foi reservado inteiramente para trabalhar nos textos que farão parte da divulgação e descrição das fotografias. Rever essas fotos é uma viagem incrível e não me canso de olhar para elas!

Musiquinha para embalar? Por incrível que pareça, ainda não rolou música andalusí por aqui hoje (vai rolar flamenco, andalusí e tudo a que eu tenho direito, pois o dia será longo!). Desde cedo escutando Adan Jodorowsky, pois recém-descobri este novo álbum e estou encantada!


Espero que gostem também! E espero por vocês na abertura da exposição no dia 12 de abril no Museu Nacional dos Correios aqui em Brasília!

Leon Bridges.... ou, com alma a gente vai mais longe

O mês de novembro foi punk para mim em vários aspectos: véspera de espetáculo, muito trabalho, cansaço, Moha viajando... teve a tal gastroenterite que me gerou alguns outros problemas, os quais ainda estou tentando contornar. As ites já estão bem melhores agora do que há algumas semanas, mas ainda sinto dores nos tornozelos e joelhos, preciso tomar analgésico, fazer acupuntura e usar o tal do skechers, já que é a única coisa que alivia o impacto da caminhada e acomoda bem meus pés inchados. Mas o lado bom é que já voltei a taconear! Pouquinho, mas já voltei! Consegui dançar no espetáculo da escola. Apenas 3 músicas, mas dancei! Aproveitei para colocar projetos, que estavam parados, em dia. E de pouco em pouco a vida volta ao normal.


Tentando manter a cabeça serena, trabalhando a paciência, fazendo tudo com calma e com alma... porque com alma a gente vai mais longe! E nada melhor do que soul music pós espetáculo para embalar essas manhãs chuvosas de dezembro. Vamos driblando o cansaço e sonhando com os merecidos dias de descanso que estão por vir!

Coisa linda de ouvir é o jovem Leon Bridges, que, apesar da pouca idade, faz com que a gente se sinta voltando no tempo e caindo de para-quedas lá pelos anos 1960! Que maravilhaaaaaaaa! Estou encantada e não paro de escutar.




Adote o ritmo da natureza. O segredo dela é a paciência.
Ralph Waldo Emerson

Em tons sépia

Algumas pessoas estão fazendo uma preparação tão minuciosa para os dias de chuva que eles não estão aproveitando o brilho do sol de hoje.
William Feather


Será que sou só eu ou mais gente associa essa época do ano (que em Brasília é seca pra caramba, embora eu ache linda) a tons de sépia, sons de raiz e um bocado de aconchego?


Falando nisso, há poucos dias, encontrei um canal no youtube que publica periodicamente compilações de músicas indie/pop/folk gravadas por artistas independentes. É tudo de bom e, de alguma forma, cai super bem nessas tardes rosadas de setembro. Aí vai uma das seleções disponíveis! 

 

Danza el aire

Agosto passou voando e não consegui escolher sequer uma música para postar aqui...

Os projetos vão se concretizando bem lentamente, mas o curioso é que as coisas têm acontecido quase que simultaneamente e, por isso, a impressão de que tá tudo corrido. Mas tá ótimo! Oxalá até o final do ano tenhamos mais boas surpresas para celebrar! 


Enquanto esperamos para colher alguns frutos, musiquinha linda para celebrar a primavera que está quaaaaase aí! Ja já chuvinha para anunciar a chegada da estação mais linda! 

Vamos a vivir la vida como si fuera un momento, tú y yo y tú...
    

O ipê rosa

Não sei explicar, mas de um tempo pra cá tem uma música do Walter Franco que me vem à mente cada vez que eu fotografo um ipê rosa:

Amor, vim te buscar
Em pensamento
Cheguei agora no vento

Linda, né? E antiga também... não é da minha época não! hahahaha

Em homenagem à temporada mais linda do ano, aí vai uma das imagens feitas por mim que eu mais gosto. Pena que na época em que eu fiz o clique eu não tinha uma câmera boa no celular.


E agora, claro, a tal música do Walter Franco. Ah, e mais outra dele que eu também adoro!






Inverno e paz



Tá frio nesse inverno aqui na capital federal, não? Esta não é a minha estação favorita, mas confesso que é a época em que acho a cidade mais linda, pois os ipês florescem e as noites de céu limpíssimo são simplesmente inspiradores. A prova de que nada é 100% bom ou 100% ruim. 


Quero tentar aproveitar o mês de julho para retomar alguns projetos pessoais. Nesses momentos em que a mente precisa se organizar, uma música mais tranquila faz um bem danado. Que tal esta delícia de álbum? Stone Flower foi gravado por Tom Jobim em 1970 e, embora já esteja com 40 e poucos anos, ainda me parece super atual. 



Mas o que quer dizer este poema? - perguntou-me alarmada a boa senhora.
E o que quer dizer uma nuvem? - respondi triunfante.
Uma nuvem - disse ela - umas vezes quer dizer chuva, outras vezes bom tempo...
Mario Quintana

Das caminhadas diárias...

Aquele que souber adaptar-se será preservado até o fim. ~ Lao Tsé


Tenho tentado retomar a rotina das atividades físicas, após dois anos só com a dança flamenca. Essa rotina é mais que necessária, não apenas para o corpo, mas também para a mente. Essa horinha do dia em que saio para caminhar, eu consigo colocar a cabeça em ordem, avaliar os desafios sob outra perspectiva, escutar meu eu interior, ainda que eu faça isso tudo ouvindo música alta.


Hoje, num momento pra lá de nostálgico, enquanto rolava Gene Loves Jezebel na playlist, eu me dei conta de que para uma situação que vem me angustiando há alguns meses, eu estava buscando uma solução por um caminho que não faz sentido. Quase que me precipito. Me parece neste momento, que para resolvê-lo eu tenha que pensar em como adaptar-me à uma nova situação, e não enfrentá-la.

Voltei pra casa toda contente... de repente, este assunto ficou com uma cara bem mais simpática... nada como reservar alguns minutos diários para este contato com nós mesmos. A diferença vamos sentindo aos poucos. Isso não é segredo para ninguém, mas a nossa vida corrida e a impaciência dos tempos modernos fazem com que de vez em quando a gente deixe esses hábitos tão importantes de lado.

Como diria Lenine... eu envergo, mas não quebro.... 

Granados, Sevilla e boa leitura

Apaixonada por este tema há anos, cada vez sinto mais necessidade de parar de vez em quando para ler alguma publicação sobre a Andalucía do século 19. Não me canso de olhar e estudar as pinturas costumbristas e pensar o que passava pela cabeça das pessoas que ali chegavam após viajar dias e dias para desembarcarem numa região tão fascinante!

Vendedoras de rosquillas en un rincón de Sevilla (Wssel de Guimbarda)
Esta semana comecei a ler este livro, online. É muito interessante! Cronica de la Provincia de Sevilla foi escrito em 1869 por Don José Bisso. Basta clicar no link que você cairá no site da Biblioteca Virtual Andalucía.


Ah, e se quiserem viajar um pouco mais, que tal darem uma lida nesta matéria que fala um pouco sobre a Sevilla costumbrista?

Deixo sugestão de música para acompanhar a leitura!

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