Como temos dificuldade em aceitar algumas coisas, não? Se pudéssemos ter sempre a serenidade de olharmos as situações incômodas como parte de nosso processo de aprendizado, quem sabe, as coisas poderiam se tornar mais fáceis e, consequentemente, a vida mais leve.
Façamos deste desafio um exercício diário. Com paciência, boa música, ótima companhia e um café para acompanhar, pode ser que a gente nem dê tanta bola assim para aqueles dias mais ásperos.
Se eu aceito o sol, o calor, e o arco-íris, preciso aceitar também o trovão, a tempestade, e o raio.
"Sair da zona de conforto é uma decisão e é um custo sair da zona de conforto. [...] Mudar é muito difícil, não mudar é fatal."
(Leandro Karnal)
Por uma vida onde a gente não precise acreditar que, para ser feliz, uma pessoa precise provar que é bem sucedida financeira e profissionalmente. No fundo, a sociedade de consumo em que vivemos é artificial demais... coisa boa é conseguir distanciar-se um pouco desse desvario.
Vale super a pena assistir a este trecho de palestra do filósofo e historiador Leandro Karnal sobre "A vida que vale apena ser vivida em tempos líquidos".
Em tempos de muito pouco amor pelas redes sociais... coloca uma musiquinha e deixa rolar.
Se for rock psicodélico então, no mínimo, no mínimo, você vai desanuviar por algumas boas horas.
"De que maneira falas: como quem pontifica ou como quem edifica? Se falas como quem pontifica, prepara-te para as mais angustiosas decepções, porque todos os “pontífices”, com suas verdades definitivas, serão reduzidos a zero, mas, se falas como quem edifica, ajudas a ti mesmo e ao próximo, porque desenvolves a tua Natureza Divina e estimulas a Natureza Divina em quem te ouve." (Luiz Antônio Millecco ~ O Canto da Vida, ditado pelo espírito Delfos)
Encontrei esse link super legal, com 107 frases budistas inspiradoras. São reflexões que merecem ser lidas e relidas sempre. E, na medida do possível, colocadas em prática, creio eu. Sei que nem sempre e fácil, mas vale a pena fazer desse desafio uma prática cotidiana.
O post é apenas para registrar o link, já entre os meus favoritos, e destacar essa, que hoje parece estar em consonância com o momento político (triste, por sinal) que estamos vivenciando.
As pessoas não existem em função da religião. É a religião que existe em função das pessoas. Mesmo na política não é o povo que existe em função dos políticos. São os políticos que existem em função do povo. No ensino, os professores existem em função dos alunos. Os médicos existem, acima de tudo, em função dos pacientes. Também a existência dos advogados, cientistas, jornalistas, tudo se resume em função do povo. Entretanto, na maioria das vezes, essa posição está invertida. Utilizam-se do povo para os seus próprios interesses e satisfações. Aqueles que exploram a religião para seus próprios fins egoístas oprimem e denigrem as pessoas. Eles tiram impiedosamente vantagens dos outros, apossando-se do que podem e então, cruelmente, deixam as pessoas de lado quando não tem mais nada a oferecer. Da mesma forma, aqueles que exploram o mundo da política para o seu próprio fim compartilham do mesmo desprezo pelas pessoas. Os senhores não devem ser enganados por esse tipo de pessoa. As pessoas não existem para beneficiarem os líderes. O que deve ocorrer é justamente o oposto. Os líderes, inclusive políticos e clérigos existem para beneficiar as pessoas. Os professores por sua vez, existem para o bem dos estudantes. Entretanto, muitos dos que se encontram em posições de liderança comportam-se arrogantemente, denigrem as pessoas.
(Daisaku Ikeda).
E para aproveitar, compartilhar esta música linda de viver que escutava sempre há alguns anos e que, curiosamente, escutei de forma inesperada dia desses, deixando-me mais nostálgica do que meu ascendente faz com que eu me sinta diariamente. Como a música já deve ser de conhecimento de muitos, pois foi trilha do filme "Furyo, em Nome da Honra" há muito tempo atrás, deixo aqui outra versão, igualmente linda!
Hoje é o dia internacional do Jazz. Confesso que este está longe de ser o estilo musical que mais costumo ouvir, mas quando encontro fusões como esta meu coração palpita!
Descrição do vídeo no youtube (como não se encantar?)
En España, en los años 60, se comenzó a experimentar con la mezcla entre jazz y flamenco de la mano de Pedro Iturralde. Un saxofonista de jazz que se familiarizó con el flamenco escuchando en la radio al guitarrista pamplonés Sabicas. Lo que empezó como una primera experimentación, terminó por concretarse años depués en Berlín, cuando Joachim E. Berendt convocó a Pedro Iturralde junco con un jovencísimo Paco de Lucía grabando en julio de 1967 el disco Jazz Flamenco, en el que por primera vez aparece esta fusión en España.
Aproveitei a tarde de sábado para ler, descansar e ouvir música. Semana que vem começam os ensaios e a correria toma conta até final de junho. Embora seja uma época cansativa, esta é das que mais adoro ao longo do ano: estar no trabalho dos sonhos de segunda a segunda é um privilégio e, por isso, agradeço todos os dias! Além disso, Brasília fica linda, ou melhor, maravilhosa! As chuvas cessam, as noites de céu azul são perfeitas, tudo é um encanto.
Em tempos de tensão na nossa política, nervos à flor da pele e gente perdendo a calma, um pouco de natureza, ar puro e fones de ouvido com música boa sintonizada fazem um bem danado!
Que o mês de maio traga coisas boas e motivos para celebrar! Ou que, ao menos, a música reaproxime aqueles que se gostam, mas que estão deixando certas diferenças gritarem (bem) mais alto.
Como bem escreveu o mexicano Octavio Paz, "a vida é pluralidade".